Aconteu
Nove mil empregos destruídos no Estado

O emprego na administração pública caiu 1,6 por cento no primeiro semestre deste ano, face a Dezembro de 2012, uma redução superior a nove mil funcionários públicos.

De acordo com a Síntese Estatística do Emprego público (SIEP), divulgada na semana passada, pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), o sector das administrações públicas (central, regional e local) empregava, a 30 de Junho, 574 946 pessoas contra 584 228 em 31 de Dezembro de 2012. Com rigor perderam-se 9282 postos de trabalho em apenas seis meses.

Comparando com Dezembro de 2011, altura que trabalhavam no sector 611 801 pessoas, verifica-se uma redução de seis por cento no emprego público, ou seja, menos 36 855 postos de trabalho.

A administração central, que representa cerca de 74,5 por cento dos trabalhadores, sofreu a maior quebra: 1,8 por cento, em relação a 31 de Dezembro de 2012, e 6,6 por cento face ao último dia de 2011.

O desemprego atingiu essencialmente os contratados a prazo, cujo total diminuiu 6,1 por cento no primeiro semestre. Ainda assim, o Governo insiste em despedir 50 por cento destes trabalhadores.

Os sindicatos calculam que cerca de 40 mil trabalhadores a prazo poderão não ver renovados os seus contratos.


Casais desempregados aumentam 45 por cento

O número de agregados em que ambos os cônjuges estavam no desemprego elevou-se para 12 065 no final de Junho, mais 3749 do que no período homólogo, ou seja, um aumento de 45,1 por cento.

Segundo o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), este indicador registou uma quebra de 3,3 por cento em relação a Maio, mês em que o número de casais com ambos os elementos desempregados se cifrou em 12 482, ou seja, 417 agregados terão saído desta situação.


Economia caiu 2 por cento

As estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgadas dia 14, indicam que a economia portuguesa voltou a registar, em Junho, uma contracção de dois por cento em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O aprofundamento da recessão deverá manter-se pelo menos até final do ano, apesar do ligeiro crescimento de 1,1 por cento, registado entre os meses de Abril e Junho.


Comité Olímpico distingue Seixal

O Comité Olímpico de Portugal (COP) distinguiu, dia 5, a Câmara Municipal do Seixal com o prémio «150 anos de Pierre de Coubertin, Desporto como Escola de Vida».

O prémio, cuja entrega será efectuada após validação pelo Comité Olímpico Internacional, é o reconhecimento dos serviços prestados pelo município ao desporto nacional, designadamente no campo das infra-estruturas, desenvolvimento de modalidades desportivas num total de 16, entre outros programas, que envolveram ao longo dos últimos três anos, mais de 200 mil pessoas.

O município do Seixal tem desenvolvido ao longo das últimas quatro décadas um vasto trabalho em prol do desporto, que para além da construção e manutenção de equipamentos desportivos, inclui igualmente o apoio ao movimento associativo.

Como entidade organizadora de grandes eventos desportivos, a autarquia realiza este ano a 30.º edição da Seixalíada, uma festa do desporto que reúne todos os anos mais de 14 mil praticantes de 70 modalidades desportivas.


Filme português premiado em Locarno

O filme «E agora? Lembra-me», de Joaquim Pinto, conquistou, dia 17, o Prémio Especial do Júri e o do Júri Jovem do Festival de Locarno.

Trata-se de um documentário dirigido e protagonizado pelo cineasta, que vive há vinte anos com os vírus VIH e hepatite C.

Para além de ter produzido filmes de João César Monteiro, Teresa Villaverde ou José Álvaro de Morais, Joaquim Pinto realizou obras como «Porca Miséria» (2007), «Moleque de Rua» (1997), «Das Tripas Coração» (1992) e «Uma pedra no Bolso» (1988).

O Leopardo de Ouro, a mais alta distinção do certame, foi para o filme «Historia de la meva mort», do espanhol Albert Serra.


«Casa das Glicínias» apresentado em Lisboa

O livro de poesia «Casa das Glicínias», de Lains de Ourém, pseudónimo de António Lains Galamba, foi apresentado em Lisboa, na passada sexta-feira, 16, na Sala de leitura/Biblioteca da Casa do Alentejo.

A apresentação da obra esteve a cargo de Pedro Namora, também autor do prefácio, e de José Casanova, director do jornal Avante!. Cerca de duas dezenas e meia de pessoas participaram na iniciativa que, em ambiente acolhedor, possibilitou fértil tertúlia em torno da poesia.

A sessão foi ainda marcada pela inauguração da exposição de fotografia de João Galamba de Oliveira (irmão do autor), que acompanhará as apresentações previstas noutros pontos do País.



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