Aconteu
Liberdade para os heróis cubanos

Mais de uma centena de pessoas concentraram-se, ao fim da tarde de dia 12, no Largo de Camões em Lisboa, para assinalar a passagem do 15.º aniversário da prisão dos cinco patriotas cubanos, julgados e condenados de forma ilegítima e ilegal pelas autoridades norte-americanas.

A iniciativa, em que esteve presente o embaixador de Cuba, foi promovida pela Associação de Amizade Portugal-Cuba, pelo Comité Português para a Libertação dos Cinco, pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, pela CGTP-IN, União dos Sindicatos de Lisboa e STAL, bem como pela JCP, MDM e Associação Portuguesa José Marti.

Na ocasião, após a leitura de uma mensagem de solidariedade em nome das organizações promotoras, foi lido um texto escrito pelos cinco heróis cubanos e aprovada por unanimidade uma moção exigindo a sua libertação.

No final, fez-se um apelo à participação no acto público contra a agressão à Síria, que decorre hoje, quinta-feira, 19, pelas 18 horas, junto aos Armazéns do Chiado.


Petição exige fim das comissões bancárias

Uma petição subscrita por mais de 92 mil pessoas foi entregue anteontem, terça-feira, 17, na Assembleia da República, exigindo o fim das comissões nas contas bancárias à ordem.

Segundo a associação de defesa do consumidor (DECO) «estas comissões bancárias prejudicam todos, mas especialmente os que têm menos dinheiro e um saldo médio mais baixo», declarou à Lusa Jorge Morgado, secretário-geral da associação.

No texto dirigido aos deputados, os subscritores lembram que em vez de remunerarem estas contas como antes acontecia, os bancos passaram a cobrar encargos, tendência que se tem acentuado nos últimos anos.

De acordo com os dados recolhidos pela DECO, as comissões de manutenção de conta subiram, em média, mais de 40 por cento desde 2007. A associação considera abusiva esta cobrança uma vez que não tem nenhum serviço associado e penaliza os consumidores com menos recursos.

A DECO salienta ainda que contas à ordem são «imprescindíveis à gestão básica da vida financeira de qualquer cidadão», devendo por isso ser garantidas sem encargos.

 


Dois milhões pela água pública

A campanha europeia de recolha de assinaturas a favor de legislação que consagre a água e o saneamento como um direito humano terminou, dia 9 de Setembro, com grande êxito.

A iniciativa, promovida no quadro da Federação Europeia dos Serviços Públicos, recolheu 1 857 605 assinaturas nos 28 estados-membros da União Europeia, duplicando todos os requisitos legais exigidos.

Para ser validada, a Iniciativa de Cidadania Europeia precisava de recolher um milhão de assinaturas em sete países. Na realidade, não só o número de subscritores se aproximou dos dois milhões como os objectivos nacionais foram alcançados em 13 países, a saber: Alemanha, Áustria, Bélgica, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Finlândia, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Lituânia e Luxemburgo.

Em Portugal foram recolhidas 15 677, muito perto do número mínimo exigido de 16 500 assinaturas, que foram entregues, dia 13, no Instituto dos Registos e Notariado.

As organizações promotoras, onde se inclui o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), esperam que a Comissão Europeia oiça a voz dos povos e consagre na legislação a água e o saneamento como um direito humano, um bem público e não uma mercadoria.

 


China é 3.º investidor no estrangeiro

O investimento directo da China no estrangeiro alcançou 87,8 mil milhões de dólares em 2012, tornando-se pela primeira vez o terceiro maior país emissor de investimento, a seguir aos EUA e Japão.

Estes dados constam num comunicado divulgado, dia 10, pelo Ministério do Comércio chinês, a Administração Estatal de Estatísticas e a Administração Estatal de Divisas.

O relatório indica que o fluxo de investimento directo chinês tem aumentado de forma consecutiva nos últimos dez anos, registando entre 2002 e 2012 um crescimento anual de 41,6 por cento.

Até ao final do ano passado, 16 mil investidores instalaram 22 mil empresas fora da China continental, espalhadas por 179 países e regiões. Os seus activos ultrapassaram os 2,3 biliões de dólares, e as autoridades esperam um crescimento de 15 por cento até ao final deste ano.

 


«As Quatro Estações» antologia de poesia

A editora Modo de Ler acaba de dar à estampa uma antologia de poesia sobre a Primavera, o Verão, o Outono e o Inverno.

«As Quatros Estações», de seu título, conta com um prefácio de Rodrigo Neiva Santos e resulta de uma escolha de José da Cruz Santos.

A cuidada edição reúne trabalhos de consagrados poetas portugueses e alguns estrangeiros, como é o caso de Matsuo Bashō, poeta japonês do século XVII, cujas palavras, traduzidas em francês, servem de epígrafe a cada estação.



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