Vai prosseguir
a luta
pela urgente demissão
do Governo
Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP,
no comício em Coimbra
Vale a pena reforçar<br>a confiança na CDU

Em Coimbra, no dia 12, numa intervenção que marcou o arranque para as duas últimas semanas de esclarecimento e mobilização para o voto na Coligação Democrática Unitária, Jerónimo de Sousa salientou que «vamos para esta batalha eleitoral num quadro de reforçada confiança na CDU».

Assinalou que «muitos e muitos eleitores valorizam não apenas o nosso distinto projecto autárquico, mas igualmente reconhecem a importância do reforço da CDU e das forças que a compõem, para afirmar um projecto alternativo para o País, um projecto patriótico e de esquerda».

A par da «redobrada confiança», o Secretário-geral do PCP destacou «a convicção de que é possível avançar e crescer, afirmando a CDU como uma força indispensável e necessária para a defesa dos mais genuínos interesses das populações», pois «quem nos conhece sabe que pode contar connosco, com o nosso empenhamento e a nossa dedicação, ao serviço das populações e do desenvolvimento».

Como motivos que justificam encarar as eleições de dia 29 com confiança, lembrou que a CDU «tem um percurso de intervenção marcado pela entrega ao interesse dos trabalhadores e das populações, uma presença permanente em todos os momentos, em todos os locais, em todas as pequenas e grandes lutas das populações em defesa dos seus direitos, das suas condições de vida e da sua dignidade».

E «tem reconhecidamente um percurso de honestidade e competência», que é «ainda mais valioso nestes tempos de corrupção, de tráfico de influência, de falta de noção da verdade ou de ausência de respeito pela palavra dada».

A confiança foi «construída junto de todos os portugueses, quando foi necessário defender os seus direitos, garantir o acesso à saúde e à educação, lutar para que não levassem o posto de Correios ou outros serviços públicos», porque «encontraram ao seu lado os eleitos da CDU»; foi «ganha junto dos muitos milhares de trabalhadores que, na defesa dos seus postos de trabalho, na luta contra o roubo nos seus salários, na afirmação dos seus direitos, tiveram sempre o PCP e a CDU ao seu lado».

É ainda a «confiança de quem sabe ter solução para os problemas nacionais e apresenta ao povo e ao País uma política alternativa, patriótica e de esquerda, ao serviço dos trabalhadores e do povo, capaz de assegurar um Portugal com futuro, desenvolvido e soberano».

Por toda a parte

Jerónimo de Sousa apresentou diversas razões para se afirmar que, «em toda a parte, a CDU vale a pena»:

«Vale a pena porque onde somos maioria, somos uma força com obra realizada e provas dadas. Vale a pena também nos concelhos e freguesias onde a CDU é minoria e nos quais todos os dias demonstramos que somos uma presença necessária e insubstituível;
Pelo trabalho positivo e eficaz que a CDU desenvolve quando lhe são confiadas responsabilidades;
Pela fiscalização, crítica e denúncia de abusos, incompetências e irregularidades;
Pela seriedade, isenção e sentido de responsabilidade que os eleitos da CDU colocam na exercício das suas funções;
Pelas propostas positivas que a CDU apresenta;
Pela voz que nas autarquias dá aos problemas, aspirações e reclamações das populações que, de outra forma, seriam esquecidos e desprezados.»

«Com toda a verdade se pode afirmar que, votando CDU no próximo dia 29, as populações sabem que podem contar com eleitos que se baterão pela concretização de uma gestão democrática, participada e próxima das populações», sublinhou.

 

PS implicado

«Pela mão dos governos do PS e de Sócrates já se desbravava o que o pacto de agressão veio consolidar – seja o ataque às autarquias, seja a ofensiva contra a escola pública e a carreira docente, seja o encerramento de maternidades, centros de saúde ou o aumento das taxas moderadoras, seja a lei da mobilidade ou o congelamento dos salários na Administração Pública – e que Passos e Portas se encarregaram de intensificar.
Bem pode o PS, agora que se avizinham eleições, armar-se em força da oposição ao actual Governo, quando de facto desenhou e caucionou a ofensiva em curso. A verdade é que, apesar de o PS continuar a fingir que quer mudar de política, o que está à vista é que, por sua vontade, este Governo continuaria a ter muitos e longos meses de vida, continuaria até 2015! 
Por isso dizemos: mais CDU nas próximas eleições é não só condição primeira para derrotar este Governo, como para assegurar também que essa mesma política, mais ou menos retocada, não seja recuperada pelo PS, neste ciclo de alternância que tão amargamente os portugueses conhecem e que precisam de romper.»




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