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Motivos económicos reduzem natalidade

Entre Janeiro e Junho deste ano, nasceram menos 3968 crianças do que em igual período do ano passado, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE)

O número total de nascimentos foi de 39 913 contra 43 881 registados no mesmo período do ano passado.

Ouvido pela agência Lusa, José Morgado, coordenador do Departamento de Psicologia de Educação no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), não tem dúvidas em relacionar a descida contínua da natalidade em Portugal com o desemprego jovem, o elevado preço das creches e a dificuldade em conciliar carreira e maternidade.

O especialista observa que, com o «desemprego jovem a rondar os 40 por cento», é natural que os projectos de paternidade fiquem «altamente comprometidos».

«As pessoas não têm casa, não têm emprego, estão a viver com os pais. Há um lado económico que tem bastante peso». Por outro lado, o preço dos equipamentos e serviços para a primeira infância e pré-escolar são dos mais caros da Europa, proporcionalmente ao nosso rendimento.

De resto, na opinião deste especialista, «toda a conjuntura económica, aliada à falta de confiança no futuro, retira às pessoas a disponibilidade para contrair a responsabilidade da família, de um filho, de um segundo ou terceiro filho».

 


Educação é criadora de riqueza

Os resultados preliminares de um estudo promovido pela Unesco indicam que se todas as crianças tivessem a mesma oportunidade de acesso ao ensino, o rendimento per capita aumentaria 23 por cento nos próximos 40 anos.

A organização salienta que a «educação possui uma incomparável capacidade de reduzir a pobreza extrema» e de potenciar objectivos de desenvolvimento.

Os novos dados «confirmam que a educação pode melhorar a vida e a sociedade», mas, como sublinhou, dia 19, Irina Bokova, directora-geral da organização, os «objectivos internacionais em matéria de educação não foram cumpridos».

Na África subsariana e na Ásia Meridional e Ocidental, quase três milhões de adolescentes casam antes de atingirem os 15 anos, mas se tivessem tido a oportunidade de completar a instrução primária «havia menos quase meio milhão de casamentos precoces e menos de dois milhões se todos completassem os estudos secundários».

A directora do estudo, Pauline Rose, concluiu que se os dirigentes do mundo pretendem que se cumpra os objectivos de desenvolvimento após 2015, então «devem reconhecer a função decisiva que desempenha a educação».



Faleceu o poeta Ramos Rosa

O poeta, ensaísta e tradutor António Ramos Rosa, faleceu, a segunda-feira, 23, com 88 anos, no Hospital Egas Moniz, em Lisboa, em consequência de uma pneumonia. O funeral estava marcado para ontem, quarta-feira, no cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

Nascido em Faro, a 17 de Outubro de 1924, António Ramos Rosa deixa uma vasta obra com cerca de uma centena de títulos, traduzida em várias línguas.

Em 1958 publicou o seu livro de estreia, «O Grito Claro», que abriria a colecção «A Palavra», dirigida pelo poeta Casimiro de Brito. Nesse ano iniciou a publicação da revista «Cadernos do Meio-Dia», proibida dois anos mais tarde pela PIDE. Resistente antifascista, foi membro do Movimento de Unidade Democrática Juvenil.

A sua vasta obra poética e ensaística foi distinguida com diversos prémios nacionais e internacionais, com destaque, em Portugal, para o Prémio Pessoa (1988), o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989), e o Prémio Sophia de Mello Breyner (2005).


Cinco finalistas disputam Prémio Fernando Namora

Os escritores Afonso Cruz, Ana Cristina Silva, José Eduardo Agualusa, Julieta Monginho e Rui Nunes são os finalistas do prémio literário Fernando Namora 2013, cujo vencedor será conhecido a 12 de Outubro, disse à Lusa fonte da organização.

A 16.ª edição do Prémio seleccionou cinco romances todos publicados em 2012, a saber: «Jesus Cristo Bebia Cerveja», de Afonso Cruz, «O Rei do Monte Brasil», romance histórico de Ana Cristina Silva, «Teoria Geral do Esquecimento», do escritor angolano José Eduardo Agualusa, «Metade Maior», de Julieta Monginho, e «Barro», de Rui Nunes.

O prémio literário Fernando Namora foi criado em 1987 e já distinguiu autores como Paulo Castilho, Gonçalo M. Tavares, Miguel Real, Nuno Júdice, António Lobo Antunes, Teolinda Gersão, Maria Isabel Barreno e Urbano Tavares Rodrigues.


«Ilha de Jasmim» de Luís Filipe Maçarico

«Ilha de Jasmim» é o título do último livro de Luís Filipe Maçarico, no qual reúne poemas, extraídos de 14 cadernos de viagens à Tunísia, entre Outubro de 1991 e Outubro de 2007.

Mestre em Antropologia e História, já publicou 18 livros de poesia, entre eles, «Transumância das Pequenas Coisas» (2002), sendo ainda autor de um estudo sobre associativismo, área a que tem dedicado o seu tempo livre, destacando-se como fundador de várias associações e dirigente de colectividades.



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