Nazis gregos tentam travar a luta do povo
Trabalhadores gregos condenam ataques
de bandos nazis
Instrumento do grande capital

Dois ataques de bandos nazis provocaram uma vaga de protestos na Grécia contra as acções da «Aurora Dourada», cujas ligações ao grande capital são cada vez mais evidentes.

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Na noite de dia 12 do corrente mês, um bando de 50 membros do Aurora Dourada abateu-se sobre um grupo de duas dezenas de comunistas e activistas sindicais que se encontravam, na zona de Perama, perto do porto de Pireu, a colar cartazes do 39.º Festival «Odigitis», organizado anualmente pela juventude comunista.

Chegaram de surpresa em motos e automóveis, ostentavam símbolos do partido neonazi e vinham armados com mocas cravejadas de pregos e pés-de-cabra.

Em resultado do ataque criminoso, nove militantes comunistas ficaram feridos e foram hospitalizados. Entre eles estava o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Pireu, Sotiris Poulikogiannis, e outros membros da direcção sindical.

No dia seguinte, milhares de pessoas desfilaram em Atenas em protesto contra as acções fascistas, que beneficiam de uma escandalosa cobertura por parte das autoridades. Dos 26 detidos pela polícia, nenhum foi acusado pela agressão. Testemunhas presentes no local do ataque constataram que os agentes policiais chamados a intervir permitiram que os agressores se escapassem por ruas adjacentes.

Em Agosto passado deputados neonazis já haviam proferido ameaças contra militantes comunistas e membros da PAME (Frente Militante de Todos os Trabalhadores) durante um vista ao estaleiro naval de Perama.

Na noite de dia 14, intervindo no comício de encerramento do Festival «Odigitis» em Salónica, o secretário-geral do Partido Comunista da Grécia, Dimitris Koutsoumpas, salientou que «a imundice do sistema está plasmada no rosto negro dos nazis da “Aurora Dourada”».

«O ataque mafioso e cobarde em Perama a membros do KKE e activistas sindicais do sector da construção naval confirma o que já se sabia: a “Aurora Dourada” é um lacaio, um sabujo, um instrumento do grande capital. Há muitos anos que os armadores e outros grandes capitalistas têm na mira os sindicatos de classe da construção naval e, em geral, a PAME. São eles que alimentam a “Aurora Dourada”, tanto em Perama como noutras localidades, com vista a organizar brigadas de assalto não só contra os imigrantes, mas também contra os operários, contra a luta do povo».

O secretário-geral do KKE exortou a juventude e o povo «a isolar os fascistas em cada local de trabalho, em cada escola e bairro.»

Na madrugada de dia 18, um membro da «Aurora Dourada» perpetrou um novo crime, esfaqueando até à morte o cantor antifascista, de 34 anos, Pavlos Fyssas. 




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