Aconteu
Trabalho infantil é chaga aberta

Apesar dos compromissos assumidos internacionalmente para erradicar o trabalho infantil até 2016, o facto é que 168 milhões de crianças continuam a ser vítimas de exploração em todo o mundo.

Segundo afirmou o director geral da Organização Internacional do Trabalho, Guy Rider, aquela meta internacional corre grave risco de não ser concretizada, o que será um grande «fracasso colectivo».

Intervindo na abertura da III Conferência Global sobre Trabalho Infantil, que terminou, dia 10, em Brasília, o responsável da OIT referiu dados do último relatório da organização, em que se dá conta de uma redução de cerca de um terço da exploração do trabalho infantil no mundo desde 2000.

No entanto, em todas as regiões do planeta persistem como «chagas abertas» formas especialmente degradantes desse tipo de trabalho, caso da escravidão e da exploração sexual.


Vestígios de polónio nas roupas de Arafat

Especialistas suíços confirmaram a existência de vestígios de polónio 210 nas roupas que pertenciam a Yasser Arafat, o que reforça a possibilidade de o líder palestiniano ter sido vítima de envenenamento.
No relatório, que foi publicado no fim-de-semana na revista The Lancet, a equipa de investigadores fornece detalhes científicos dos testes que realizaram a várias peças de vestuário e utensílios usados pelo líder palestiniano.
As descobertas «defendem a possibilidade de envenenamento de Arafat com polónio 210», afirma o relatório.


Siza Vieira expõe em Paris

O arquitecto Álvaro Siza Vieira inaugurou, dia 10, duas mostras na capital francesa, uma de desenhos de arquitectura e desenho figurativo, na Galerie de Thorigny, e outra de topografia, na Galerie d'Architecture.

«Metade dos desenhos apresentados têm a ver com a concepção arquitectónica, são esboços de trabalho, e a outra metade é livre», declarou à Lusa, o arquitecto que volta a expor Paris, 20 anos após a retrospectiva da sua obra ter estado patente no Centro Georges Pompidou.


«Os Maias» em cinema

O realizador João Botelho iniciou esta semana a rodagem do filme «Os Maias», baseado no célebre romance de Eça de Queirós.

O realizador decidiu adaptar esta obra devido à sua actualidade: «Depois de Eça escrever “Os Maias”, Portugal entrou numa bancarrota que levou mais de cem anos para ser quitada. Só a acabámos de pagar em 2001. O que dizem os políticos em “Os Maias” é igual ao que dizem agora», afirmou João Botelho a propósito deste projecto que preparou durante dois anos. As filmagens decorrerão em Lisboa, Ponte de Lima e Guimarães.


Filme português ganha festival

O documentário «E agora? Lembra-me», de Joaquim Pinto e Nuno Lionel, foi eleito o melhor filme no Festival Internacional de Cinema de Valdivia, que terminou no domingo, 13, no Chile.

Além do prémio de melhor filme, com um valor monetário de 2300 euros, Joaquim Pinto e Nuno Leonel receberam ainda o prémio da crítica na 20.ª edição do festival chileno.

Já em Agosto, o documentário foi distinguido no Festival de Cinema de Locarno, na Suíça, com o Prémio Especial do Júri, o Prémio Fipresci, da crítica internacional, e prémio do Júri Jovem.

Joaquim Pinto, que foi produtor de João César Monteiro, Teresa Villaverde e José Álvaro de Morais, é autor dos filmes «Porca Miséria» (2007), «Moleque de Rua» (1997), «Das tripas coração» (1992) e «Uma pedra no bolso» (1988).


Vistos «gold» atraem chinese

Os cidadãos chineses lideram a lista de «vistos gold» concedidos pelo governo português em troca de investimentos em território nacional.
Dos 226  títulos de residência atribuídos, 168 pertencem a chineses, segundo revelou, dia 9, em Macau, o cônsul-geral de Portugal, Vítor Sereno.
De acordo com o diplomata, dos cerca de 106 milhões de euros que entraram em Portugal através de investimento chinês, entre 30 a 35 por cento tiveram origem em Macau e Hong Kong.
O cônsul referiu ainda que dos 143,5 milhões de euros investidos em Portugal até 27 de Setembro, 118,4 milhões referem-se a investimento em imobiliário e 25 milhões de euros a transferências de capital.



Resumo da Semana
Frases