Aconteu
Dívida aumenta com a austeridade

A dívida pública portuguesa atingiu 124,1 por cento do PIB em 2012, segundo os últimos cálculos do Eurostat, divulgados na segunda-feira, 21, que revelam valores mais elevados do que os apurados em Abril.

Assim, enquanto a dívida pública, em relação ao Produto Interno Bruto, foi a terceira mais elevada da União Europeia, o défice público de 2012 cifrou-se em 6,4 por cento do PIB, ou seja o quarto maior da UE, a par de Chipre.

De acordo com o Eurostat, a evolução do défice orçamental português foi de 10,2 por cento do PIB em 2009, 9,8 por cento em 2010 e 4,3 por cento em 2011.

Já a dívida pública passou de 83,7 por cento do PIB em 2009 para 94 por cento em 2010, 108,2 por cento em 2011 e 124,1 por cento no ano passado.

Em 2012, os défices públicos mais baixos foram observados na Estónia e na Suécia (ambos com 0,2%), no Luxemburgo (0,6%) e na Bulgária (0,8%), com a Alemanha a registar um excedente de 0,1 por cento.

Quanto à dívida pública, os rácios mais baixos pertenceram à Estónia (9,8%), Bulgária (18,5%), Luxemburgo (21,7%) e Roménia (37,9%).



Construção continua em queda

O sector da construção em Portugal registou em Agosto, pelo segundo mês consecutivo, uma quebra homóloga de 12,8 por cento, a maior da União Europeia, segundo as primeiras estimativas do Eurostat, publicadas dia 17.

Face ao mesmo mês de 2012, o sector teve um recuo de 4,7 por cento na zona euro e de 2,5 por cento no conjunto dos 28 países da União Europeia.

Na comparação anual, a produção neste sector diminuiu em nove estados-membros e aumentou em seis, seguindo-se a Portugal a Itália (10,6%), Bulgária (9,5%) e a Polónia (-8,9%).

As maiores subidas homólogas verificaram-se na Hungria (14,6%), Roménia (8,9%), Espanha (7%) e Suécia (5%).


Santiago do Cacém edita obra premiada

A Câmara Municipal de Santiago do Cacém lançou no sábado, 19, o livro «O Prazer dos Estranhos», de Rui Herbon, vencedor da edição de 2012 do Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca.

O Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca, promovido pela autarquia, realiza-se de dois em dois anos e já conta nove edições.


Governo descura pobreza infantil

Um relatório da Unicef, enviado dia 15 ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, acusa o Governo português de não ter «uma estratégia nacional para enfrentar a pobreza infantil».

O documento lembra que os últimos dados estatísticos apontavam para um risco de pobreza infantil na ordem dos 28,6 por cento em 2011, mas que as medidas de austeridade adoptadas desde 2010 conduziram «à negação ou violação dos direitos económicos, sociais e culturais», constituindo «etapas regressivas no gozo desses direitos pelas crianças portuguesas e pelas suas famílias».

«A verdade é que 23 anos depois da ratificação da Convenção por Portugal, as crianças ainda não são vistas pelos decisores políticos como titulares de direitos», sublinha o relatório que apresenta um conjunto de propostas concretas para combater a pobreza infantil.


Mais de 800 milhões com fome no mundo

Na semana em que se assinalou Dia Mundial da Alimentação (16 de Outubro), o representante da agência da ONU para a alimentação e a Agricultura (FAO) em Lisboa revelou que 842 milhões de pessoas (uma em cada oito no mundo), passam fome.

Em declarações à Lusa, Hélder Muteia acrescentou que todos os anos morrem 2,5 milhões de crianças com fome e dois mil milhões de pessoas têm deficiências nutritivas, ou seja, não dispõem de vitaminas e minerais suficientes para uma vida saudável.

Ao mesmo tempo, 1,4 mil milhões de pessoas vivem actualmente com excesso de peso, das quais quase 500 milhões sofrem de obesidade, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares e diabetes.

Todos os anos, alertou o responsável, 3,5 biliões de dólares gastos em saúde – 500 dólares por pessoa – poderiam ser poupados se fosse garantida uma alimentação saudável para todos.


Aventuras de João Sem Medo

Escrito em 1933 por José Gomes Ferreira, em 26 folhetins, para a revista juvenil «O Senhor Doutor», sob o pseudónimo de Avô do Cachimbo, «As Aventuras de João Sem Medo» nascem da ideia de criar um herói que «desmistificasse os gigantes, os príncipes, as princesas, as fadas» e «permitisse criar novos mitos, tornar mágicos os objectos vulgares da vida diária e dar contorno às minhas verdades mais profundas numa linguagem de acção poética», como nos explica o autor na nota final à 2.ª edição, publicada em 1973.

Hoje, oitenta anos depois de ser escrita, é a vez de a D. Quixote promover a 35.ª edição desta obra eterna, que nos fala de um João Sem Medo «desprezador dos tiranetes e dos poderosos e, sobretudo, cheio de alegria de existir, de respirar, de acreditar nos bons sentimentos».



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