Aconteu
Desempregados sem subsídio

Mais de metade dos desempregados em Portugal não recebe subsídio de desemprego, segundo se deduz dos últimos dados da Segurança Social.

Em Setembro, o Estado pagou 390 477 prestações de desemprego, mês em que o número oficial de desempregados se cifrou em 877 mil.

Assim, 487 mil desempregados inscritos nos centros de emprego não auferiram qualquer das prestações existentes, nomeadamente subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego inicial, subsídio social de desemprego subsequente e prolongamento do subsídio social de desemprego.

O valor médio destas prestações também caiu para 485,33 euros, face aos 505,03 euros observados um ano antes.

O Porto é o distrito com o número mais elevado de beneficiários de prestações de desemprego (86 475 pessoas), seguindo-se o distrito de Lisboa, com 78 701 desempregados a receber prestações de desemprego. Os beneficiários do sexo masculino representam 199 969 indivíduos, acima dos 190 456 do sexo feminino.



Swap são anuláveis

O Supremo Tribunal de Justiça determinou que os contratos «swap» são anuláveis se houver uma alteração «anormal» das circunstâncias que se verificavam aquando da sua celebração, nomeadamente ao nível das taxas de juro.

A decisão, divulgada na semana passada, data de 10 de Outubro e surgiu na sequência de um processo interposto por um empresário de Barcelos contra um banco.

O tribunal sublinha que a crise, que «não era de modo algum previsível», se reflectiu directa e intrinsecamente no referido contrato «swap», que tinha na sua essência e base a taxa de juro. Deste modo anulou o contrato e condenou o banco a restituir 44 709 euros cobrados abusivamente, acrescidos de juros.


Papa suspende «bispo de luxo»

O Vaticano anunciou, dia 23, a suspensão do bispo alemão de Limburg Tebartz-van Elst, após terem vindo a público gastos milionários com a construção da casa diocesana.

Já conhecido como «bispo de luxo», Elst fez disparar os custos da residência de 5,5 milhões para 31 milhões de euros.

Segundo a imprensa alemã, só os aposentos do clérigo terão custado 2,9 milhões de euros, onde se incluem uma sala de refeições de 63 metros quadrados e uma banheira que custou 15 mil euros.


45 mil perderam RSI

Desde a entrada em vigor da novas regras de atribuição do rendimento social de inserção, em Junho de 2012, mais de 45 mil pessoas perderam direito a este mínimo de sobrevivência.

Só entre Agosto e Setembro, a Segurança Social retirou este apoio a 9381 pessoas, reduzindo o total para 255 501 beneficiários. O distrito do Porto lidera com 72 403 beneficiários, seguindo-se Lisboa (50 477), Setúbal (21 091) e os Açores (18 831). É também nos distritos do Porto e Lisboa que se concentra o maior número de famílias com RSI (29 880 e 20 918, respectivamente).

No total, 103 862 famílias beneficiavam deste apoio em Setembro, menos 3863 em relação ao mês anterior. O valor médio por beneficiário foi de 83,49 euros em Setembro, sendo de 243,23 euros por família.


30 famílias têm 32 mil milhões

Trinta famílias espanholas controlam através dos seus grupos empresariais mais de 32 mil milhões de euros, segundo uma análise da revista norte-americana Forbes, divulgada na segunda-feira, 28.

O poder financeiro é ainda mais forte no topo já que há três famílias, do grupo restrito das dez maiores fortunas do país, que sozinhas controlam impérios no valor de mais de 11 200 milhões de euros.

A lista é liderada por Amancio Ortega, dono da Inditex, a terceira fortuna do planeta, depois do mexicano Carlos Slim e de Bill Gates.


Crise faz mal à saúde

«O desemprego afecta o bem-estar e a auto-estima e tem uma relação directa com doenças como a depressão e a ansiedade», afirmou Enrique Baca, chefe do serviço de psiquiatria da Fundação Jiménez Díaz, durante o seminário «Crise económica e saúde mental», que decorreu na segunda-feira, 28, na Faculdade de Medicina da Universidade Autónoma de Madrid (UAM).

Este especialista salientou ainda que o efeito do desemprego sobre a saúde mental é maior quanto mais longo é o período e menores são os sistemas de protecção social.

Assim, os desempregados têm 34 por cento de possibilidades de sofrer problemas psicológicos, o que é mais do dobro do risco que pesa sobre a população empregada. Esta situação reflecte-se no aumento de suicídios, cujo número se elevou a quatro mil no ano passado em Espanha.



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