Aconteu
Empresas cortam custos de pessoal

Os custos com pessoal das empresas recuaram 8,6 por cento em 2012, quebra que se soma à descida de 2,8 por cento verificada no ano anterior.

Segundo dados divulgados, dia 29, pelo Banco de Portugal, no estudo «Análise Sectorial das Sociedades não Financeiras em Portugal 2012-2013», a queda dos custos com pessoal foi maior nas pequenas e médias empresas (11,1%), e menor nas microempresas (7,1%) e grandes empresas (6,4%).

Em todos os sectores houve reduções, mas as maiores verificaram-se na construção (17,7%), no comércio (8,8%), outros serviços (8,1%), indústria (6,2%), agricultura (2,7%) e electricidade e água (1,5%).

Em 2010, os custos com pessoal das sociedades não financeiras aumentaram 0,6 por cento, tendo recuado 0,2 por cento em 2009.


Água de Almada tem «qualidade exemplar»

Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada ganharam, dia 27, o Prémio Nacional «Qualidade exemplar da água para consumo humano». O galardão foi atribuído por um júri composto por representantes de conjunto de entidades ligadas ao sector, onde se conta desde a Entidade Reguladora até ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

De um total de 386 gestoras de serviços de abastecimento público de água avaliadas e auditadas, os SMAS de Almada foram um dos três finalistas acabando por conquistar o prémio excelência.


HIV alastra na Europa

O número de novos casos de pessoas infectadas com o vírus HIV cresceu oito por cento em países europeus em 2012 em relação ao ano anterior.

Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, citado pelo jornal britânico The Independent, cerca de 131 mil pessoas contraíram HIV no continente no ano passado.

A maior parte dos casos verificou-se na Rússia (76 mil), mas o Leste europeu registou um aumento de 113 por cento, entre 2006 e 2012.

Nos países membros da União Europeia, onde as novas infecções baixaram 48 por cento entre 2006 e 2011, o número de casos cresceu cerca de um por cento em 2012.


Livro de José Soeiro apresentado em Beja

O livro «Reforma Agrária – A Revolução no Alentejo» da autoria de José Soeiro, foi apresentado, no sábado, 30, no salão da Sociedade Filarmónica Capricho Bejense, em Beja.

Para além das palavras do autor, a apresentação da obra coube ao professor catedrático Fernando Oliveira Batista, ministro da Agricultura dos IV e V governos provisórios liderados pelo General Vasco Gonçalves.

No final da sua pormenorizada intervenção, remeteu-nos para uma passagem do último discurso de José Soeiro como deputado na Assembleia da República, em Julho de 2010, por ocasião do 35.º aniversário da Reforma Agrária, incluído no livro: «A Reforma Agrária garantiu emprego a todos os desempregados. Permitiu o regresso de emigrantes. Travou a desertificação. Aumentou a produção e a produtividade. Diversificou culturas. Aumentou o regadio. Criou lojas e cantinas. Introduziu formas novas de gestão e organização no trabalho. Melhorou salários e condições de trabalho. Garantiu acesso ao regime geral da segurança social. Rasgou novos horizontes para a juventude. Criou e apoiou creches, infantários, centros de dia, lares, postos médicos. Gerou cultura, alegria, festa. Vivificou o mundo rural. Animou a economia.»



Domingos Lobo premiado

O escritor Domingos Lobo foi distinguido com o prémio Alves Redol/2013, pelo seu livro de contos «Largo da Mutamba», atribuído na semana passada pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.

Como referiu ao Avante!, «mais do que o prémio, que é sempre importante para um autor, este tem para mim um significado suplementar, dado homenagear um autor que muito admiro, autor maior do nosso neo-realismo, sobre cuja obra me tenho vindo a debruçar, tendo sobre ela publicado diversos textos de análise crítica».

Os contos de «Largo da Mutamba» referem um tempo (1971/73) em que

o autor exerceu jornalismo em Luanda, nas publicações ABC – Diário de Angola; Semana Ilustrada e outras.


Os pré-socráticos por Manuel Dias Duarte

«Vidas, doutrinas e sentenças de pré-socráticos ilustres», é o título do novo ensaio de Manuel Dias Duarte, escritor com vasta obra publicada no campo da filosofia e da ficção.

Desta vez recorda-nos que os pré-socráticos viveram «num período de transição» e foram «não só os críticos mais consequentes da anterior formação económica e social como os ideólogos de uma outra concepção do mundo e da vida. Deles se pode dizer que não se limitaram a interpretar, antes quiseram e conseguiram revolucionar e legitimar as novas relações sociais de produção e de reprodução. Nisto consistiu o “milagre grego”».



Resumo da Semana
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