Aconteu
Condições de vida pioraram em Portugal

As condições materiais de vida dos portugueses evoluíram negativamente entre 2004 e 2011, revela o Índice de Bem-Estar para Portugal (IBE), do Instituto Nacional de Estatística, divulgado dia 6.

Realizado pela primeira vez, o estudo foi desenvolvido ao longo dos últimos três anos, abrangendo dez domínios. Destes, o Trabalho e Remuneração e a Vulnerabilidade Económica foram os que apresentaram a evolução mais desfavorável.

Os dados preliminares de 2012 confirmam que o índice das Condições Materiais de Vida – que avalia o bem-estar económico dos portugueses, a vulnerabilidade económica, trabalho e remuneração – «teve novo agravamento com uma desvalorização de 13,2 pontos percentuais entre 2004 e 2012».

A variação no domínio Trabalho e Remuneração entre 2004 e 2011 foi a que revelou a evolução mais negativa (-24,2 ponto percentuais), com quebras mais pronunciadas a partir de 2009.

Já o principal indicador dos recursos económicos das famílias (o rendimento disponível mediano por adulto equivalente) cresceu em termos reais dez pontos percentuais entre 2004/2009, mas esses «ganhos foram perdidos na quase totalidade entre 2009/2011», assinala o estudo do INE.

 


Impostos penalizam pessoas singulares

Os contribuintes individuais pagam cerca de três vezes mais impostos do que as empresas, pois o IRS continua a ser o principal imposto sobre o rendimento, tendo contribuído, em 2012, com quase 70 por cento desta tributação.

Segundo o 8.º Barómetro das Crises, publicação electrónica do Observatório sobre Crises e Alternativas, da Universidade de Coimbra, o contributo do IRC (imposto sobre as empresas) para as receitas fiscais tem representado, ao longo das últimas décadas, pouco mais de metade do contributo do IRS.

Mas em 2013 o hiato entre a receita destes dois impostos ampliou-se como consequência do aumento do IRS e outros impostos.

Assim, de Janeiro a Outubro deste ano o peso médio do IRS no conjunto das receitas fiscais ultrapassou os 33 por cento, enquanto o IRC se manteve nos 13 por cento.

O estudo assinala ainda que o peso do IRC nas receitas fiscais se tem vindo a reduzir. Depois de em 2000 ter atingido o seu ponto mais elevado (16,6%), em 2012, a receita fiscal de IRC representou cerca de 13 por cento da arrecadação de impostos.



«Nenhuma Vida» de Urbano Tavares Rodrigues

O último livro de Urbano Tavares Rodrigues, falecido em Agosto, foi apresentado em Lisboa, na sexta-feira, 6, data em que o autor completaria 90 anos.

No prefácio de «Nenhuma Vida», subintitulado de «breve romance», Urbano Tavares Rodrigues afirma que o escreveu «com amor à palavra e à invenção verbal de toda a minha obra».

«Quem escrever bem de verdade pode abordar, sem cair na mediocridade, questões socais e políticas e, inclusive, a gesta épica da luta pelo socialismo e pelo comunismo», afirma o autor que, na altura, sentia já que não viveria muito mais.

«Já não tenho tempo de vida para me arrojar a esse cometimento e basta-me sonhá-lo». «Daqui me vou despedindo, pouco a pouco, lutando com a minha angústia e vencendo-a, dizendo um maravilhado adeus à água fresca do mar e dos rios onde nadei, ao perfume das flores e das crianças, e à beleza das mulheres. Um cravo vermelho e a bandeira do meu Partido hão-de acompanhar-me e tudo será luz.»


Saramago lembrado em Itália

Uma escultura, intitulada «Pilar», em homenagem ao escritor José Saramago, foi inaugurada, no sábado, 7, no Centrum 7Sóis 7Luas, em Pontedera, no centro da Itália.

Da autoria de Cristina Maria, a escultura é trabalhada em pedra calcário vidraço e ferro. Tem um metro de altura e abre em duas folhas nas quais constam duas frases do Nobel português da Literatura: «Difícil não é viver com as pessoas, difícil é compreendê-las» e «O silêncio ainda é o melhor aplauso».

Na mesma ocasião, a artista inaugurou também a exposição «Esculturas do meu Fado», que ficará patente no centro italiano até 7 de Janeiro.


Livro de Francisco Lobo apresentado em Setúbal

«Exemplos de Dois Modelos de Sociedade» é o título do livro de Francisco Lobo, lançado, no sábado, 7, na Casa da Cultura de Setúbal.

Na sessão, Carlos Rabaçal, vereador na CM de Setúbal, apresentou o autor como comunista e personalidade destacada e exemplar do concelho.

Sobre a obra, cujo principal objectivo é evidenciar as diferenças entre os dois sistemas de sociedade, Luísa Araújo, a quem coube a apresentação, sublinhou que se trata de «um livro ideológico que não esconde que o é. Este é mais um momento de Francisco Lobo se afirmar como comunista».



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