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Morreu Eusébio

«Com o falecimento de Eusébio da Silva Ferreira o País perde aquele que foi um símbolo maior do desporto nacional, reconhecido em todo o mundo pelo seu percurso no clube que representou – o Sport Lisboa e Benfica – e na selecção nacional», salientou, no domingo, Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP.

Pouco depois de ser conhecida a morte do «Pantera Negra» – por volta das 3.30 horas de dia 5 de Janeiro, vítima de paragem cardiorrespiratória – multiplicaram-se as reacções ao desaparecimento de um dos melhores «futebolistas de todos os tempos, que fez brilhar o nome de Portugal quando este estava fechado sobre si próprio e mergulhado numa obscura e dura ditadura». «O seu percurso desportivo, o seu profissionalismo, as suas conquistas e glória elevaram-no a símbolo de Portugal. Além fronteiras, Eusébio foi e é, reconhecidamente, um embaixador do nosso País. A sua morte constitui uma perda assinalável intergeracional para o desporto e a sociedade portuguesa», refere a CGTP-IN.

Eusébio, nascido a 25 de Janeiro de 1942 em Lourenço Marques (actual Maputo), em Moçambique, foi sepultado na segunda-feira no cemitério do Lumiar, onde milhares de pessoas lhe prestaram uma última homenagem. Antes, a urna deu a volta ao recinto do Estádio da Luz, conforme desejo expresso pelo ex-jogador do Benfica. No cortejo fúnebre pelas ruas da capital até à Câmara de Lisboa, milhares aplaudiram e exibiram cachecóis do Benfica à passagem do veículo que transportava o caixão. O PCP fez-se representar nestas cerimónias pelo membro do Secretariado José Capucho e ainda por Bernardino Soares e António Filipe, ambos do Comité Central.

O «Pantera Negra» era conhecido pela sua velocidade, técnica e pelo seu poderoso e preciso remate de pé direito. No Mundial de Inglaterra, em 1966, foi considerado o melhor jogador e foi o melhor marcador, com nove golos, levando Portugal ao terceiro lugar.

No Benfica ganhou 11 Campeonatos Nacionais (1960-1961, 1962-1963, 1963-1964, 1964-1965, 1966-1967, 1967-1968, 1968-1969, 1970-1971, 1971-1972, 1972-1973 e 1974-1975), cinco Taças de Portugal (1961-1962, 1963-1964, 1968-1969, 1969-1970 e 1971-1972), uma Taça dos Campeões Europeus (1961-1962) e ajudou a alcançar mais três finais da Taça dos Campeões Europeus (1962-1963, 1964-1965 e 1967-1968).

Foi o maior marcador da Taça dos Campeões Europeus em 1965, 1966 e 1968. Ganhou ainda a Bola de Prata sete vezes (recorde nacional) em 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1970 e 1973. Foi o primeiro jogador a ganhar a Bota de Ouro, em 1968, façanha que repetiu em 1973.

Eusébio recebeu várias distinções nacionais e estrangeiras ao longo da vida, entre elas os colares de Mérito Desportivo (1981) e de Honra ao Mérito Desportivo (1990), além da «Águia de Ouro», o mais alto galardão do Benfica, em 1982.


Populações exigem hospital

Largas dezenas de pessoas deslocaram-se segunda-feira ao Ministério da Saúde, em Lisboa, para cantar as Janeiras ao ministro Paulo Macedo e reivindicar a construção de um hospital no Seixal, complementar ao Garcia de Orta, em Almada.

Nesta acção participaram eleitos dos concelhos do Seixal, Almada e Sesimbra que não conseguiram ser recebidos pelo ministro, mas entregaram 500 postais com mensagens da população. «São mensagens a pedir que o projecto da obra seja adjudicado. Estamos a falar de uma obra orçada em 60 milhões de euros, mas que para já não precisamos de gastar dinheiro. É apenas a decisão de adjudicar a obra», afirmou, aos jornalistas, Joaquim Santos, presidente da Câmara do Seixal.

O autarca recordou que em 2006 o governo da altura chegou a considerar prioritária a construção de um novo hospital no Seixal, para servir cerca de 500 mil pessoas.

«Não se trata de qualquer capricho. Trata-se efectivamente de ter um Hospital Garcia de Orta que estava dimensionado para 150 mil habitantes e hoje serve mais de 500 mil», argumentou.

Os autarcas dos três concelhos solicitaram há cerca de três semanas uma reunião conjunta com o ministro Paulo Macedo, mas até agora ainda não obtiveram uma resposta.


Mora apoia a natalidade

A Câmara de Mora atribuiu 19 mil euros em subsídios de apoio à natalidade em 2013, uma verba correspondente ao nascimento de 26 bebés no concelho. Segundo informou a autarquia, no ano passado nasceram no concelho 16 primeiros filhos, oito segundos, um terceiro e um quarto.

No total, desde Outubro de 2004, quando lançou a sua política de apoio à natalidade, e até Dezembro de 2013, a Câmara de Mora já apoiou o nascimento de 213 bebés e atribuiu 160 500 euros em subsídios.

A autarquia subsidia os nascimentos no concelho com 500 euros para o primeiro filho, mil euros para o segundo e 1500 euros a partir do terceiro.

Independentemente dos apoios à natalidade, em nota de imprensa, a Câmara de Mora realçou que a fixação das pessoas no concelho se deve, sobretudo, «às condições de desenvolvimento sustentado que a região atravessa».

A consolidação da pequena indústria e o incremento do turismo, além de medidas camarárias de apoio à habitação jovem, são alguns desses factores favoráveis, precisou o município. «O aumento dos postos de trabalho no comércio e restauração, a que a abertura do Fluviário não é alheia, é outro sinal para a fixação da população e também para a imigração de concelhos vizinhos», acrescentou.


Ser e saber da Língua Portuguesa

As inscrições para o curso de português «Ser e saber da Língua Portuguesa», uma iniciativa do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior de Macau, abriram esta segunda-feira, 6.

O curso, segundo a Lusa, está dividido em duas fases: a primeira, em Macau, a decorrer no Instituto Português do Oriente, onde os alunos vão frequentar 50 horas de aprendizagem do português e, uma segunda fase em Lisboa, para onde serão escolhidos os melhores alunos.

O curso destina-se a estudantes do Ensino Superior que não dominem o português e disponibiliza uma centena de vagas para os alunos a frequentarem estabelecimentos de ensino em Macau e outras 100 vagas para alunos do exterior. Estes 200 alunos frequentam o curso do Instituto Português do Oriente nas férias de Ano Novo Lunar (final de Janeiro), na Páscoa e no início do Verão, sendo escolhidos os 40 melhores da avaliação global para a segunda fase em Lisboa. Outros 16 serão escolhidos entre os 30 melhores estudantes de Macau que possuam o nível A1 ou superior de língua portuguesa. A segunda fase do curso é organizada pela faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e vai decorrer entre Julho e Agosto com a duração de um mês.

 



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