Aconteu
202 milhões de desempregados

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2013 o desemprego no mundo atingiu perto de 202 milhões de pessoas, mais cinco milhões face ao ano anterior.

No seu relatório anual sobre as tendências mundiais do emprego, publicado na segunda-feira em Genebra, o organismo das Nações Unidas adverte que se a tendência se mantiver o número de desempregados deverá continuar a subir e atingir mais 13 milhões de pessoas até 2018, fixando-se nos 215 milhões de desempregados em todo o mundo.

O desemprego entre os jovens continua a ser «particularmente afectado pela fraca e incerta» recuperação da economia.

A OIT estima que perto de 74,5 milhões de pessoas com idades entre os 15 e os 24 anos estavam em 2013 desempregadas (mais um milhão do que em 2012), o que representa uma taxa de desemprego nesta faixa etária de 13,1 por cento, mais do dobro da taxa observada para o conjunto dos desempregados por todo o mundo.

O desemprego de longa duração preocupa também os especialistas da organização, que referem que mesmo nas economias onde a recuperação económica é mais evidente, como nos EUA, o desemprego de longa duração atinge mais de 40 por cento do número total de desempregados.

A OIT destaca ainda no relatório para a diminuição drástica, na última década, do número de trabalhadores que vivem com menos de 1,25 dólares por dia, que em 2013 se estimava serem 375 milhões, contra os 600 milhões do início da década de 2000.

 


Vitivinicultores pagam com batatas

Vitivinicultores e agricultores do Douro «pagaram», terça-feira, a prestação à Segurança Social de Vila Real em produtos hortícolas, num acto simbólico para protestar contra as novas obrigações fiscais. A iniciativa, realizada em frente ao edifício da Segurança Social, foi convocada pela Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (AVIDOURO).

Em causa está a obrigatoriedade de todos os agricultores com actividade comercial terem de declarar o início de actividade e passar factura de todas as transacções comerciais. O prazo de inscrição nas Finanças termina a 30 de Janeiro. Os produtores são também obrigados a pagar à Segurança Social.


«A Estrela de Seis Pontas»

A peça «A Estrela de Seis Pontas», uma adaptação pelo Teatro Animação de Setúbal (TAS) da obra de Álvaro Cunhal, assinada sob o pseudónimo literário Manuel Tiago, está em cena em Janeiro no Teatro de Bolso.

Com direcção e adaptação de Carlos Curto, «A Estrela de Seis Pontas» é a 122.ª produção da companhia de teatro setubalense, estreada a 10 de Janeiro, com sessões, até ao final do mês, às sextas-feiras e sábados às 22 horas e aos domingos às 16 horas.

O actor José Nobre dá corpo a um preso político que convive e comunga os anseios e lutas com muitos reclusos encarcerados por crimes de delito comum.

A dimensão humana do presidiário transforma-se, ao longo de «A Estrela de Seis Pontas», num relato da vida na prisão das décadas de 40 e 50 durante a resistência à ditadura fascista, das prisões políticas e das perseguições da PIDE.


Afastados por abusos sexuais

Em 2011 e 2012 cerca de 400 padres foram afastados devido a queixas de crianças abusadas sexualmente, informou, na passada semana, Frederico Lombardo, porta-voz do Vaticano, citado pela AFP.

Para a SNAP, organização que representa as vítimas, as «medidas disciplinares» não são suficientes e, em comunicado, salienta que «o papa deve afastar também os clérigos que encobriram os crimes sexuais».


Mil rinocerontes mortos em 2012

Mais de mil rinocerontes foram mortos na África do Sul em 2012, um aumento de 50 por cento em relação ao ano anterior, incentivado pela procura de chifres no mercado negro.

A procura de chifres de rinoceronte na Ásia – vista como um símbolo de estatuto e erradamente associada a propriedades medicinais – tem conduzido a uma perseguição inédita a estes animais.

A África do Sul tem cerca de 80 por cento da população total de rinocerontes no mundo, estimada em mais de 25 mil.

Em 2007, apenas 13 rinocerontes foram caçados ilegalmente naquele país, mas desde então os números têm aumentado exponencialmente todos os anos. Na primeira quinzena deste ano, 37 rinocerontes já foram mortos.


«A luz que nos ilumina»

O Museu de São Pedro da Cova inaugurou no dia 18 a exposição temporária «A luz que nos ilumina». Esta mostra, patente até ao dia 19 de Abril, é constituída por uma mostra de 60 lanternas de todo o mundo, utilizadas como meio de iluminação nas minas de carvão, até à década de 70 do século XX.



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