Aconteu
Governo viola autonomia municipal

A Associação Nacional de Municípios Portugueses vai pedir ao Presidente da República que requeira a fiscalização constitucional das novas leis sobre o abastecimento público de água e gestão de resíduos urbanos.

Em comunicado divulgado dia 5, a ANMP manifesta a sua oposição aos novos diplomas, considerando que «usurpam as atribuições e competências que a Lei atribui aos municípios e ferindo a sua autonomia regulamentar, patrimonial e financeira constitucionalmente consagradas».

As propostas de lei governamentais sobre os estatutos da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos e o regime jurídico dos serviços municipais de abastecimento, tratamento e gestão de água e resíduos foram aprovados no Parlamento a 24 de Janeiro, com os votos contra de toda a oposição.

A ANMP remeteu a Cavaco Silva um parecer que sustenta a inconstitucionalidade de algumas normas e aguarda que o PR se pronuncie.


Vendas de combustível continuam em queda

Em 2013, o consumo de gasolinas recuou 3,3 por cento, o de gasóleo caiu 2,3 por cento e o de lubrificantes baixou 2,1 por cento, em relação ao ano anterior.

De acordo com dados da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO), publicados dia 6, apenas o GLP Auto cresceu 7,1 por cento, no que se refere aos combustíveis rodoviários.

A queda do consumo torna-se mais acentuada se comparado com 2011: 12,3 por cento nas gasolinas, 11,1 por cento no gasóleo e 21,7 por cento nos lubrificantes. Em contrapartida o consumo de GLP Auto teve um aumento de 15,4 por cento.

A APETRO atribui esta nova retracção à crise da economia, que reduziu a actividade no sector do transporte comercial e o consumo dos privados.


Zambujo no Carnegie Hall

O músico português, António Zambujo, terminou, no sábado, 8, a maior digressão da sua carreira nos Estados Unidos e Canadá com um concerto no Carnegie Hall, uma das salas mais emblemáticas de Nova Iorque.

Zambujo, que foi um dos nomes do cartaz da última edição da Festa do Avante!, iniciou esta digressão no final de Janeiro com um concerto em Los Angeles, na Califórnia, e outros dois em Folsom e São Francisco. Seguiu depois para Phoenix, no Arizona, Kirkland, em Washington, Vancouver, no Canadá, Mineapolis, no estado com o mesmo nome, e ainda em Miami, na Florida.


Jogos Olímpicos arrancam em Sotchi

A cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, que decorrem em Sotchi (Rússia), teve lugar na sexta-feira, 7, com a presença de 40 chefes de Estado e de governo de vários continentes. Significativamente, porém, estiveram ausentes os líderes das maiores potências ocidentais, caso dos EUA, Grã-Bretanha, França e Alemanha.

Os Jogos de Sotchi têm uma participação recorde de 88 países e 2800 atletas, incluindo Portugal, que leva pela primeira vez dois atletas, os luso descendentes Camille Dias, de 17 anos, e Arthur Hanse, de 20 anos, o porta-estandarte na pequena delegação na cerimónia de abertura.

Ambos vão participar em slalom e slalom gigante, provas de esqui alpino, que é uma das 15 disciplinas dos jogos, em que se disputa 98 títulos ao longo da quinzena olímpica.


Crítica premeia Festival de Almada

A Associação Portuguesa de Críticos de Teatro atribuiu, na segunda-feira, 10, o Prémio da Crítica ao Festival de Almada. O certame, que realizará, de 4 a 18 de Julho, a sua 31ª edição, foi considerado com «um caso exemplar do teatro português».

Segundo o júri, o Festival de Almada «reuniu muito daquilo que de melhor e de mais interessante foi sendo produzido em Portugal e fora dele».

«A qualidade tem estado em incessante progressão, e a relação com o público é um modelo de funcionamento social das práticas artísticas», acrescenta o júri, salientando ainda que «tudo tem sido feito, contudo, sem concessões a populismo e gigantismo megalómano, e sem recurso à legitimação social e política que, em muitas das actuais políticas culturais, assenta essencialmente em pressupostos mercantilistas e quantitativos».

O júri, constituído por Emília Costa, João Carneiro, Maria Helena Serôdio, Rui Monteiro e Samuel Silva, atribuiu ainda três Menções Especiais aos espectáculos «Ah, Os Dias Felizes», pelo Teatro Nacional São João, «Os Meus Sentimentos», por Mónica Calle, e «Rei Lear», pelo Teatro Oficina.


«O Lugarejo» de Delfim Simões

Com apenas 14 anos Delfim Simões começou a trabalhar como operário numa pedreira. Viveu a Revolução do 25 de Abril como uma das maiores experiências da sua vida, participando com empenho na luta pela construção de um Portugal novo.

Em 1986 foi eleito no seu local de trabalho para as listas da Direcção do Sindicato da Construção do Distrito de Lisboa. Agora, já com seis netos, conta-nos neste pequeno livro a história da sua infância, fala-nos da sua família e das gentes da sua terra – «um povo que lutou por uma vida melhor!»



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