A PAC asfixia pequenos agricultores na Grécia
Pequenos agricultores gregos bloqueiam estradas
Luta pela sobrevivência

Um forte movimento de pequenos agricultores voltou à bloquear uma série de estradas na região centro da Grécia, em protesto contra as políticas que arruínam o sector.

O movimento, que na passada semana realizou cerca de 40 bloqueios de vias rodoviárias em regiões, como a Macedónia, Peloponeso ou Creta, teve maior expressão em Tessália, no centro do país, onde mais de mil tractores cortaram várias vias em torno do distrito de Larissa.

Na sexta-feira, 7, os agricultores manifestaram-se dispostos a continuar a lutar, depois de, na véspera, terem vistos goradas as suas expectativas numa reunião com o governo, em que participou o próprio primeiro-ministro, Antonis Samarás.

Como declarou o presidente da Federação de Associações Agrícolas de Larissa, Rizos Maroudas, «o governo não respondeu às reivindicações básicas dos agricultores, por isso continuaremos a luta».

Os pequenos agricultores exigem medidas que lhes permitam reduzir os custos de produção, bem como a isenção de impostos para rendimentos até 20 mil euros, acrescidos de cinco mil euros por criança.

No mesmo dia, o secretário-geral do Partido Comunista da Grécia, Dimitris Koutsoumpas, visitou vários bloqueios de estradas em torno da cidade de Nikaia (distrito de Larissa), onde no sábado se reuniram vários representantes dos agricultores para debater a situação e definir acções futuras.

No domingo, no nó rodoviário de Nikaia, teve lugar um grande comício em que estiveram agricultores de outras regiões, bem como representantes de sindicatos de vários sectores, que estão solidários com esta luta. Entre estes está a federação de camionistas que já admitiu juntar-se nas estradas ao protesto dos agricultores.

Um documento dos pequenos agricultores de Tessália, citado pelo Partido Comunista da Grécia, responsabiliza as políticas europeias, bem como os principais partidos da Grécia que as têm aplicado, pela ruína da pequena agricultura. Segundo se refere, a situação irá agravar-se com os cortes dos subsídios previstos na revisão da política agrícola comum para o período de 2015-2020.

Cerca de 20 mil pequenos proprietários de terra e produtores gregos têm sido expulsos todos os anos da sua actividade, e as suas terras concentradas num pequeno número de grandes proprietários.

Esta é pois uma luta contra o agronegócio e as multinacionais, por um desenvolvimento agrícola diferente, que utilize as vantagens do país e responda às necessidades da população.




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