PCP apresenta Declaração Programática
para as eleições para o Parlamento Europeu
Defender os interesses<br> do povo e do País

Nada pode obrigar Portugal a «renunciar ao direito de optar pelas suas próprias estruturas sócio-económicas e pelo seu próprio regime político» e a «aceitar a posição de Estado subalterno no quadro da União Europeia e a alienar a sua independência e soberania nacionais», afirmou, segunda-feira, João Ferreira, na apresentação da Declaração Programática do PCP para as eleições para o Parlamento Europeu, que se realizou no Centro de Trabalho Vitória, em Lisboa.

Perante uma plateia de mais de uma centena de pessoas, o candidato apelou ao reforço da CDU já no próximo dia 25 de Maio. «O maior contributo do povo português para uma Europa de cooperação entre estados soberanos e iguais em direitos, de progresso económico e social, de paz e amizade com todos os povos do mundo é a retoma e concretização do projecto de desenvolvimento democrático, patriótico e internacionalista iniciado na Revolução de Abril. É fixar os valores de Abril no presente e o futuro de Portugal», salientou, frisando que «é em defesa dos interesses de Portugal, dos portugueses e dos direitos dos trabalhadores e dos povos do continente europeu que o PCP continua a luta por uma outra Europa».

Luta persistente

Porque «não há soluções que se imponham para todo o sempre contra a vontade dos povos» e que «resistam à sua continuada e persistente luta», Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, manifestou profunda convicção de que «Portugal não está condenado à submissão e à dependência», sendo possível «assegurar, com uma outra política, a soberania e a independência do País e o seu desenvolvimento, capaz de assegurar a elevação das condições de vida dos trabalhadores e do povo, porque é possível, com a força do povo, um Portugal com futuro, numa Europa dos trabalhadores e dos povos».

 

   




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