Aconteu
Disparidades salariais penalizam mulheres

A disparidade salarial entre homens e mulheres tem aumentado desde 2007, em particular nos grupos profissionais mais qualificados, segundo conclui um novo estudo encomendado pelo Governo português.

Segundo revelou à Lusa, dia 14, a secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, em 2011 essa diferença média foi de 18,5 por cento, e embora desça para 15,7 por cento com base na remuneração horária, é «ainda assim crescente».

A responsável acrescentou que «a diferença é quase inexistente nas camadas profissionais mais baixas», mas «atinge níveis próximos dos 30 por cento entre os níveis profissionais mais qualificados».

O estudo incidiu sobre mais de 80 sectores de actividade, tendo sido detectadas diferenças salariais favoráveis aos homens em 64 deles.


Governo esvazia Assembleias Distritais

O Governo aprovou, dia 13, uma proposta para alterar o regime jurídico das Assembleias Distritais (AD) que pretende, na prática, esvaziar estas autarquias com vista à sua futura extinção.

Em comunicado, o Governo anuncia que as Assembleias Distritais «deixarão de poder contrair despesas ou dívida, deter património ou trabalhadores, reconduzindo o seu funcionamento ao do órgão deliberativo, que reunirá eventualmente e a expensas dos municípios integrantes».

A proposta de diploma aponta ainda expressamente para «a extinção automática das Assembleias Distritais em caso de alteração da Constituição no sentido de deixar de exigir a sua existência».

Até 1991, as Assembleias Distritais eram presididas pelo governador civil e serviam como plataforma de encontro entre os autarcas e o representante do Governo no distrito. Actualmente, estas autarquias consagradas constitucionalmente têm um papel reduzido em alguns distritos.


«O Homem Duplicado» estreado em Madrid

O filme «Enemy», uma adaptação do romance «O homem duplicado», de José Saramago, teve a sua antestreia, anteontem, na Casa do Leitor, em Madrid.

Segundo declarou à Lusa a presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Rio, a película chegará às salas espanholas no dia 28, estando a estreia portuguesa prevista para 18 de Junho, coincidindo com o aniversário da morte de José Saramago.

Realizado pelo canadiano Denis Villeneuve, o filme resulta de uma co-produção hispano canadiana e já conquistou vários prémios no Canadá incluindo o de melhor realização, melhor montagem, melhor cinematografia, melhor música e melhor actriz secundária (Sarah Gadon).


Imagens para a história

O livro «Uma Certa Maneira de Cantar», publicado em 1977 pelas Edições Avante! foi escolhido para integrar o terceiro volume do The Photobook: a History, da autoria dos especialistas Martin Parr e Gerry Badger

Esta obra de referência mundial sobre a história da fotografia, lançada na segunda-feira, 17, pela editora Phaidon, tem como objectivo a «reabilitação» de livros que merecem «um lugar na história da fotografia e dos fotógrafos» antes que entrem «na sombra e no esquecimento».

Para os autores, «Uma Certa Maneira de Cantar», que aborda a reforma agrária no Alentejo, é um «belo livro», com fotografias «fortes e eficazes».

A organização deste álbum, que inclui poesia, ensaios políticos e relatos na primeira pessoa, esteve a cargo de Vítor Louro, Costa Martins e Alexandre Cabral. As fotografias são do arquitecto Costa Martins (1922-1996) e do arquivo do Avante!.


Portugueses cada vez mais descontentes

A 6.ª edição do European Social Survey «Significados e avaliações da democracia», que recolheu dados em 23 países, indica que os portugueses estão cada vez menos satisfeitos com a democracia, designadamente no que se refere à justiça social.

O estudo, foi apresentado anteontem, 18, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, indica como «maiores défices democráticos» o funcionamento dos tribunais, a incapacidade dos governos de assegurarem justiça social e a «falta de controlo popular do poder político».

O inquérito anota que a concepção de democracia dos portugueses não se esgota nas «eleições livres e justas», atribuindo grande relevo a aspectos como a igualdade perante a lei, a fiscalização e a transparência do poder político.


França proíbe milho transgénico

O governo francês proibiu o cultivo do milho transgénico da multinacional Monsanto, autorizado pela União Europeia. Num decreto-lei, publicado dia 15, o governo gaulês afirma que o cultivo da variedade de milho Mon 810, «sem medidas de gestão adequadas, representaria riscos graves para o ambiente, assim como perigo de propagação de organismos danosos».

O documento refere várias vezes o «princípio de precaução» e as «incertezas» sobre as consequências da presença deste milho geneticamente modificado.

A França tem defendido a revisão dos procedimentos sobre os OGM, cabendo a cada país o direito de decidir.



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