Editorial

«Pela alternativa política, patriótica e de esquerda»

REFORÇAR, RESISTIR E AVANÇAR

Numa linha de reforço do Partido, o Comité Central, reunido a 24 de Março, analisou aspectos da situação nacional, as consequências da entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2014 e reafirmou a luta de massas como o elemento fundamental do combate à ofensiva em curso. Apreciou ainda aspectos da situação internacional, procedeu à avaliação da preparação das eleições para o Parlamento Europeu e reafirmou a importância que elas assumem enquanto oportunidade, pelo reforço da CDU, de contribuírem para a derrota do actual Governo, para a ruptura com a política de direita e para a defesa dos interesses do Povo e do País. Reforço do Partido que prossegue, em cinco direcções fundamentais: aumentar a capacidade de direcção, elevar a militância, alargar a responsabilização de quadros; promover o recrutamento; dar mais força à luta de massas e à intervenção política, estruturar a organização e melhorar o seu funcionamento; reforçar os meios de acção e intervenção do Partido quanto à imprensa partidária, à informação e à propaganda; defender e reforçar a independência financeira do Partido. Reforço que inclui a acção de contactos para elevação da militância, entrega do cartão de membro do Partido e actualização de dados, que se vai desenvolver até ao final do ano de 2014 e terá dois momentos concentrados nos dias 27, 28, 29 e 30 de Março e 3, 4, 5 e 6 de Abril e que, tendo presentes as próximas eleições, deverá sofrer um grande impulso até à sua realização, com a preocupação de incluir, entre os seus objectivos, o esclarecimento e a mobilização para esta importante batalha eleitoral.

Nesta acção de reforço insere-se também a realização do 10.º Congresso da JCP, que, sob o lema «Avante com Abril! Organizar, lutar, transformar», se vai realizar em Lisboa nos dias 5 e 6 de Abril. Congresso que está em adiantada fase de preparação com milhares de jovens comunistas a participarem em centenas de reuniões e debates, numa aprofundada discussão do Projecto de Resolução Política. Preparação do Congresso que está também a contribuir para novos recrutamentos, para elevar a consciência social e política de muitos jovens e influenciar o desenvolvimento unitário das lutas que têm vindo a travar. E inserem-se ainda as muitas iniciativas de aniversário do Partido, o debate sobre a renegociação da dívida, a preparação da Festa do Avante!, o processo preparatório das comemorações do 40.º aniversário da Revolução de Abril e do 1.º de Maio em liberdade e a afirmação do programa do PCP da «democracia avançada com os valores de Abril no futuro de Portugal» e dos seus objectivos supremos do socialismo e do comunismo.

A CDU apresentou esta semana a sua lista de candidatos às eleições para o Parlamento Europeu. Uma lista de homens e mulheres (em proporções idênticas) ligados a importantes sectores da vida nacional, desde a indústria aos serviços, pesca, agricultura, medicina, educação, cultura e investigação científica, com provas dadas na luta em defesa dos interesses do povo, dos trabalhadores e do País, identificados com os valores de Abril e apostados na defesa da Constituição da República Portuguesa e na luta pela ruptura e a mudança em Portugal e na Europa. Eleições que se vão disputar num quadro de extremas dificuldades para o povo, em resultado da exploração, do empobrecimento e das injustiças a que tem vindo a ser sujeito, num País mais dependente e menos soberano em consequência de 37 anos de política de direita agravada, nos últimos três, pela aplicação do violento pacto de agressão das troikas, a interna (PS, PSD e CDS) e a externa (UE, BCE e FMI), sob a batuta diligente do Presidente da República.

Batalha eleitoral que todas as organizações do Partido devem assumir como tarefa prioritária: planificando, programando e realizando um intenso trabalho de preparação, avançando com audaciosos planos de contactos, tendo em vista o esclarecimento e a mobilização para o voto na CDU.

O Governo prossegue a sua acção destrutiva de direitos e de acumulação capitalista à custa da exploração dos trabalhadores, de destruição massiva do emprego e de empobrecimento do povo, defrontando-se, no entanto, com uma vigorosa torrente de lutas que, em vários casos, conseguiram já significativas vitórias (a luta dos professores contra a prova de ingresso, a luta pelo horário das 35 horas na administração local, a luta dos agricultores contra as novas regras fiscais, a luta dos trabalhadores da Valorsul e dos estivadores por diversas reivindicações laborais e contra a privatização da empresa, diversas lutas em defesa de convenções colectivas de trabalho, pelo aumento dos salários, entre outras). Mas, sobretudo dificultaram o caminho à concretização dos seus grandes objectivos políticos e criaram condições para travar e derrotar a sua vasta e profunda ofensiva de perpetuação da dependência do País, de liquidação de direitos dos trabalhadores e de empobrecimento do povo. Lutas que vão continuar já nos dias 28 de Março (manifestação de jovens trabalhadores), 2 de Abril (luta dos estudantes do Ensino Superior), 3 de Abril (luta dos agricultores e compartes dos baldios), 8 de Abril (acção nacional de activistas sindicais) e 12 de Abril (acção nacional de luta dos reformados, aposentados e pensionistas). Luta que se vai projectar nas comemorações do 40.º aniversário da Revolução de Abril e do 1.º de Maio em liberdade. Luta que, mais cedo ou mais tarde, há-de determinar uma saída para os problemas do País pela alternativa política, patriótica e de esquerda.



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