Aconteu
Salário mínimo abaixo do valor de 1974

O salário mínimo vale hoje menos do que em 1974, ano em que foi fixado em 3300 escudos, o equivalente a preços actuais a 534,75 euros, ou seja quase 50 euros mais do que os 485 euros praticados desde 2011, de acordo com o índice do Instituto Nacional de Estatística.

Criado logo a seguir à revolução de Abril, o salário mínimo representou para uma parte substancial dos trabalhadores um aumento significativo do seu poder de compra.

Todavia, passados 40 anos, o salário mínimo não só não acompanhou os ganhos de produtividade como sofreu uma desvalorização real.

Este desfasamento foi de algum modo reconhecido em 2006, quando um acordo assinado pelo Governo em concertação social estipulou que o SMN atingisse 500 euros em 2011, objectivo que ainda hoje está por cumprir.


Governo alarga cortes nas pensões

A «Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES)», que representa mais um imposto, começou a ser aplicada, dia 10, às pensões da Segurança Social, e, a partir de hoje, 17, aos beneficiários da Caixa Geral de Aposentações que auferem prestações superiores a mil euros.

A nova lei, publicada em Março, determina que seja cobrada uma taxa de 3,5 por cento sobre a totalidade das pensões a partir dos mil euros, em vez dos 1350 euros que tinham sido definidos no Orçamento do Estado para 2014.

Sobre as pensões superiores a 1800 euros e até 3750 euros é mantida a taxa de 3,5 por cento para a parcela até 1800 euros e aplicada uma taxa de 16 por cento sobre o valor remanescente.


Cantinas servem menos refeições

As cantinas da Universidade do Porto serviram no primeiro semestre do ano lectivo 2013/2014 menos 10 874 refeições do que em período homólogo de 2012/2013, representando um decréscimo de 3,12%, revelou, dia 11, a Reitoria do estabelecimento.

Já em 2013 se tinha registado uma redução de 7,25 por cento (menos 27 251 refeições adquiridas) comparando com o mesmo período em 2012.

 


Municípios de Setúbal contra venda da EGF

A Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) anunciou, dia 11, que vai avançar com providências cautelares para travar a privatização da Empresa Geral de Fomento (EGF), detentora de 51 por cento do capital da empresa Amarsul.

«Já temos juristas a trabalhar e a preparar acções para travar este processo. O tratamento de resíduos é um serviço público e não um negócio», declarou Rui Garcia (PCP), presidente da AMRS e da CM da Moita, numa conferência de imprensa em que marcaram presença a maioria dos presidentes das autarquias da península.

A Amarsul (Sistema Multimunicipal de Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos da Margem Sul do Tejo) foi constituída em 1997 com a participação dos municípios de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal.

Na altura, ficou expresso nos estatutos que não poderiam ser alienadas acções sem a salvaguarda do direito de preferência dos municípios. Agora o Governo procura contornar essa cláusula, alegando que não privatiza a Amarsul, mas a EGF como um todo.

 


Subemprego disfarça desemprego

Quase metade dos trabalhadores portugueses a tempo parcial (45,9%) encontravam-se em situação de subemprego em 2013, segundo revelou, dia 10, o Eurostat, notando que se trata da quarta taxa mais elevada da União Europeia.

Esta percentagem é apenas superada pela Grécia (72%), por Chipre (59%) e Espanha (57,4%), estando muito acima da média quer da UE (22,7%), quer da zona euro (22,1%).

O Eurostat indica ainda que 12,9 por cento das pessoas com emprego em Portugal em 2013 tinham trabalho a tempo parcial, o que significa que 5,9 por cento dos trabalhadores portugueses se encontravam em situação de subemprego.

Estes números devem ser relacionados com a elevada taxa de desemprego que, em Fevereiro, se fixou nos 15,3 por cento, atingindo 35 por cento da população jovem.

O Eurostat refere a existência de 25,9 milhões de desempregados na União Europeia, 18,9 milhões dos quais na zona euro.

 


Cinema perde espectadores

Os cinemas portugueses registaram menos 170 mil espectadores e menos 779 mil euros de receita de bilheteira no primeiro trimestre deste ano, comparando com o mesmo período de 2013, revelou, dia 10, o Instituto do Cinema e Audiovisual.

Neste período, as salas acolheram 2,7 milhões de espectadores, facturando 14,1 milhões de euros de receita bruta de bilheteira. A Zon Lusomundo Cinemas, que opera em 209 salas, manteve-se como a primeira exibidora com mais de metade do público e das receitas, seguindo-se a UCI (cerca de dois milhões de euros de bilheteira) e a brasileira Orient Cinemplace (um milhão de euros).



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