Aconteu
Respeitar os valores de Abril

Cerca de 80 por cento dos portugueses consideram que os valores do 25 de Abril são pouco ou nada respeitados pelo Poder, de acordo com uma sondagem da Eurosondagem, divulgada dia 24.

No entanto, mais de 80 por cento dos inquiridos reconhecem que o 25 de Abril mudou a vida dos portugueses para melhor, contra 8,7 por cento que não vêem alterações significativas e 5,8 por cento que pensam que as coisas mudaram para pior.

Não obstante a crise económica, mais de 63 por cento consideram que a generalidade dos portugueses vive melhor hoje do que há 40 anos. Em sentido oposto, 21 por cento exprimem a opinião de que se vive pior e 7,5 por cento não vislumbram alterações significativas.

O estudo revelou ainda que uma imensa maioria de 91 por cento dos portugueses considera a Revolução de Abril como um acontecimento muito importante que, para 45,7 por cento, teve também um impacto de importância internacional.



Impostos pagam «ajustamento»

O ajustamento estrutural das contas públicas feito em 2013 deveu-se «exclusivamente» ao aumento de impostos, uma vez que a despesa aumentou.

De acordo com o Boletim Económico do Banco de Portugal, publicado dia 23, a carga fiscal aumentou 8,8 por cento em 2013, atingindo sobretudo os impostos sobre o rendimento e sobre o património, cuja receita registou um aumento de 27,8 por cento.

Esta evolução dos impostos, refere ainda a instituição, deveu-se em larga medida às «alterações da tributação em sede de IRS».

Ao contrário, a despesa corrente primária (que exclui os encargos com juros da dívida pública) cresceu 4,8 por cento em 2013. Os contributos acumulados da receita e da despesa para a consolidação orçamental «assumiram uma magnitude semelhante» no triénio de 2011 a 2013, refere o banco central.

 


Berlinenses travam nazis

Milhares de pessoas saíram à rua, no sábado, 26, em Berlim, para impedir um desfile organizado pelo partido nazi NPD, sob o lema «Por um Kreuzberg alemão».

A mobilização popular bloqueou a passagem da marcha xenófoba pelo emblemático bairro berlinense de Kreuzberg, onde uma parte importante dos residentes são de origem estrangeira, designadamente turca.

A contra-manifestação, que terminou em confrontos, foi convocada pelo colectivo «Berlim Livre de Nazis», que é integrado por membros de formações políticas de esquerda, incluindo os Verdes, A Esquerda, juventude social-democrata e o sindicato Verdi.


Massacre de Guernica foi há 77 anos

Em plena Guerra Civil de Espanha, a cidade de Guernica (Biscaia, País Basco) foi alvo de um bombardeamento maciço que destruiu mais de 700 edifícios, provocando mais de 1600 mortos e quase 900 feridos.

O massacre foi perpetrado, no dia 26 de Abril de 1937, pela Legião Condor da Alemanha nazi, com o apoio da aviação legionária italiana e alguns aparelhos das forças do ditador Franco.

Sobre a cidade mártir da resistência foram lançadas cerca de 40 toneladas de bombas, parte delas incendiárias que arrasaram por completo o centro urbano.

Durante anos a ditadura franquista insistiu em atribuir o bombardeamento aos «vermelhos», alegadamente com fins de propaganda. Na realidade, o massacre de Guernica foi um ataque contra a resistência basca à ditadura de Franco e ao fascismo internacional. Pablo Picasso imortalizou-o na sua célebre tela que se tornou um símbolo da paz, liberdade e direitos humanos.


Mumia festeja 60.º aniversário na prisão

Mumia Abu-Jamal, jornalista afro-americano condenado sumariamente à morte em 1982, festejou, dia 24, o seu 60.º aniversário na prisão.

Acusado de ter assassinado um polícia, o julgamento de Mumia foi considerado injusto pela Comissão dos Direitos Humanos da ONU, pela Amnistia Internacional e pelo Parlamento Europeu.

A solidariedade internacional que despertou impediu por duas vezes (1995 e 1999) a execução da pena capital.

Após ter passado 30 anos nos corredores da morte, Mumia viu a sua pena comutada em prisão perpétua, por decisão do procurador de Filadélfia que recusou, em Dezembro de 2011, novos recursos da acusação. Por todo o mundo prossegue a campanha pela libertação de Mumia.


Desemprego sobe em França

O número de desempregados em França atingiu um novo recorde, em finais de Março, com 4,94 milhões de inscritos nos centros de emprego, segundo dados do Ministério do Trabalho, divulgados dia 25.

Em relação ao ano anterior, este número representa um aumento de 4,1 por cento. Desde que François Hollande assumiu a presidência, em Maio de 2012, cerca de 425 mil pessoas engrossaram as filas do desemprego em França.



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