CDU é a força política que defende os valores e as conquistas de Abril
Trabalhadores manifestam o seu apoio
à candidatura da CDU
Acrescentar força à luta

1938 dirigentes, delegados sindicais e membros de comissões de trabalhadores já manifestaram o seu apoio às listas da CDU para o Parlamento Europeu (PE). Este número, que não pára de crescer, foi dado a conhecer no dia 3 de Maio, num almoço realizado no Pavilhão da Siderurgia Nacional, no Seixal.
Na iniciativa, Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, afirmou que as eleições de 25 de Maio «são a oportunidade para, com um importante reforço da CDU, infligir uma pesada derrota ao Governo, forçar a sua demissão e a imediata convocação de eleições antecipadas, sendo, ao mesmo tempo, uma oportunidade para expressar o mais vivo repúdio e condenação dos partidos da troika nacional e da sua política, responsáveis pelo afundamento do País e o empobrecimento dos trabalhadores e do povo, dando força à luta por uma alternativa patriótica e de esquerda».

A entrada do Secretário-geral do PCP e do primeiro candidato da CDU às eleições para o PE, João Ferreira, foi aclamada de forma calorosa, com uma estrondosa salva de palmas, enquanto se entoava a palavra de ordem do dia: CDU.

Ali estavam, naquele espaço, delegados, activistas sindicais e membros de comissões de trabalhadores, eleitos pelos seus camaradas de trabalho para defender os seus interesses de classe. Homens e mulheres – do PCP, de «Os Verdes», da Intervenção Democrática e sem filiação partidária – que, no seu dia a dia, a todos os níveis, têm assumido a responsabilidade de organizar e mobilizar os trabalhadores.

Com a sua presença, deram apoio à candidatura CDU, porque sabem com quem podem contar na luta desigual que os trabalhadores portugueses travam contra a destruição dos direitos laborais e sociais, pelo trabalho com direitos, contra o roubo dos salários e pensões, contra a política de direita ao serviço dos grandes grupos económicos e financeiros, imposta pelas troikas portuguesa e estrangeirara.

Depois do almoço, organizado pela Comissão Concelhia do PCP do Seixal, teve lugar um período de intervenções, a cargo de João Torres, Coordenador da União de Sindicatos do Porto, da Comissão Executiva da CGTP-IN, do Comité Central (CC) do PCP e candidato ao PE, de Graciete Cruz, da Comissão Executiva da CGTP-IN, do Comité Central do PCP e candidata ao PE, de Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN, João Ferreira e Jerónimo de Sousa.

Antes, Filipa Costa, da Direcção Nacional da Interjovem/CGTP-IN, entregou a João Ferreira um postal gigante, onde, até àquela data, 1938 dirigentes, delegados sindicais e membros de comissões de trabalhadores manifestam o seu apoio à CDU, «porque é a força política que defende os valores e as conquistas de Abril, enquanto elementos inerentes a uma política alternativa, patriótica e de esquerda, condição para garantir uma vida melhor num Portugal com futuro e para uma Europa de paz e cooperação entre estados soberanos e iguais em direitos, de progresso social».

Continuar Abril

O primeiro a intervir foi João Torres, que enumerou algumas das conquistas alcançadas com o 25 de Abril, fazendo depois um paralelismo com os dias de hoje. «A contra-revolução e 37 anos de política de direita, a cargo do PS, do PSD e do CDS, enfiaram-nos na Europa dos ricos para sermos mais pobres e para limitar a nossa soberania e independência nacionais», criticou, salientando a necessidade de «continuar Abril» para «sairmos deste lodaçal em que meteram os trabalhadores e o povo português».

Por seu lado, Graciete Cruz sublinhou que a presença de massiva de sindicalistas e de membros de comissões de trabalhadores naquela iniciativa de apoio à CDU «é, por ela própria, a confirmação de que esta é uma candidatura dos trabalhadores, identificada com os seus problemas e aspirações, merecedora da sua confiança e portadora de esperança». Porque «este é um momento que coloca ainda maiores exigências aos trabalhadores e às suas organizações de classe, a dirigente lembrou que «agora é preciso levar a luta até ao voto».

Arménio Carlos destacou, de igual forma, a importância das próximas eleições, que «não são apenas para o PE», mas também para «penalizar fortemente o Governo PSD/CDS e aqueles que, como o PS, estiveram na origem da assinatura do memorando da troika e das políticas anti-laborais e anti-sociais que se desenvolveram até hoje». Reclamando o voto na CDU, o secretário-geral da CGTP-IN frisou que «não é indissociável a correlação de forças estar a favor dos trabalhadores, ou estar a favor do capital», e, por isso, «tomamos partido ao lado daqueles que sofrem» e, simultaneamente, «ao lado daqueles que sempre estiveram e continuam a estar com a Revolução de Abril».

Recuperar o País

João Ferreira explicou as razões por que o País se deve preparar para a saída do Euro, respondendo aos que se «agitam, inquietos, porque percebem o bom acolhimento que têm as propostas da CDU». «Temos que nos preparar para voltar a adquirir a soberania no plano cambial, orçamental e fiscal, adequando as políticas, não às necessidades de economias fortes, mas às especificidades de economias como a portuguesa», referiu, especificando: «É tempo de recuperarmos para o País as empresas e sectores estratégicos que nos foram roubados, e de devolvermos aos trabalhadores e ao povo tudo aquilo que lhes foi retirado nos últimos anos».

O candidato, antecipando o que viria a acontecer no domingo (ver caixa na página 6), comentou ainda a «saída limpa» do pacto de agressão. «Não é limpa e nem sequer é saída, uma vez que no quadro dos mecanismos em que PS, PSD e CDS nos quiseram amarrar, mesmo depois do período formal de vigência do programa da troika, a austeridade é para continuar, pelo menos por mais 20 anos», alertou, esclarecendo que, nas próximas eleições, «só o voto na CDU confronta os interesses das grandes potências».

Defender os trabalhadores

Jerónimo de Sousa acentuou, por seu lado, que «é preciso dizer basta à política da mentira, reforçando ainda mais a CDU, enquanto factor decisivo para a construção de uma política alternativa, patriótica e de esquerda».

«Estas eleições são a oportunidade para eleger deputados vinculados à defesa dos interesses dos trabalhadores e aos interesses populares, como são os candidatos da CDU e como foram os deputados do PCP», valorizou, dando a conhecer que, no PE, os eleitos comunistas denunciaram os «brutais ataques aos direitos decorrentes da intervenção da troika», defenderam «intransigentemente a contratação colectiva e o respeito pelos mecanismos nacionais de fixação dos salários», alertaram para o «aumento de doenças relacionadas com o stress causado ou agravado pelo trabalho», lutaram pelo emprego, entre outros no sector têxtil e automóvel, e combateram a «deslocalização da produção industrial e denunciaram os processos de despedimento e violação de direitos laborais em várias empresas do nosso País». «Foram os deputados do PCP que propuseram medidas concretas para acabar com o desemprego dos jovens, que defenderam o fim da precariedade, a proibição dos estágios não remunerados», acrescentou, apelando ao voto na CDU. «Com a força do povo é possível um Portugal com futuro. Vamos à luta com confiança», afirmou.

 



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