Aconteu
Reclusos impedidos de votar

A Associação Portuguesa de Apoio ao recluso (APAR) alertou, dia 23, a Comissão Nacional de Eleições para o facto de, a exemplo de eleições anteriores, a «imensa maioria dos reclusos» estar impedida de participar nas eleições para o Parlamento Europeu.

Em comunicado, a APAR afirma que a documentação necessária para que os reclusos pudessem votar «não chegou a muitas prisões» e chegou atrasada a outras.

Ainda assim reclusos de alguns estabelecimentos prisionais, como foi o caso do Reduto Sul de Caxias, pediram a 5 de Maio os documentos para votar, sendo informados dias depois de que não o podiam fazer porque «os papéis tinham sido entregues fora do prazo».

A APAR salienta que se devia «pugnar pela luta contra a abstenção nas cadeias, como primeiro passo para a reabilitação pela cidadania», mas os dirigentes «optam pelo caminho do total desprezo pelos direitos de quem não pode fazer ouvir a sua voz».


Inéditos de Amália descobertos no México

Inéditos gravados por Amália Rodrigues no México, maioritariamente cantados em espanhol e descobertos pelo catedrático Miguel Ángel Vera, vão ser editados em CD.

«As gravações são parte de uma pesquisa», disse Ángel Vera à Agência Lusa, revelando que Amália actuou no México com enorme sucesso em 1953, onde cantou «rancheiras», canções da revolução mexicana e canções populares do Norte do país.

Entre as 16 gravações agora reunidas no CD «Amália de porto em porto», editado pela Valentim de Carvalho, encontram-se duas em português, «Lisboa não sejas francesa», e «Toiro, Eh toiro», à qual Amália acrescenta uma estrofe inédita.

O CD remasterizado, «sem esconder o som da época», inclui, entre outras canções, «La cama de piedra», «Griteme piedras del campo», «Mala suerte”, «Para ti», «Plegaria» e «Não me quieres tanto».

Para Ángel Vera, trata-se de «um período interessantíssimo da carreira de Amália, que é ainda pouco conhecido». «De forma intuitiva, sem o saber, Amália colocou-se nos palcos à maneira das pessoas populares do México e cantou os temas com sotaque específico dessas pessoas do povo».


SPA distingue Teresa Horta

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) entregou, dia 22, o Prémio de Consagração de Carreira à escritora Maria Teresa Horta «pela qualidade, extensão e representatividade da sua obra».

O texto salienta que a escritora «tem vindo a ser galardoada com alguns dos mais importantes prémios literários portugueses» e que, sendo «jornalista de profissão durante décadas, foi uma das autoras das ”Novas Cartas Portuguesas” e é autora de uma vasta obra poética e também de ficção narrativa”.

Em declarações à agência Lusa Maria Teresa Horta, de 76 anos, manifestou-se muito satisfeita com o prémio: «Toda a minha vida andei a defender e a enaltecer a literatura, sinceramente acho que mereço este prémio, pois tive um trajecto em prol da literatura e da liberdade». «Em mim as duas coisas juntam-se, são uma só, ser escritora e ter uma presença na sociedade como mulher e lutadora dos direitos», enfatizou.


Leilão de Miró suspenso <i>sine die</i>

A venda em leilão da colecção Miró na posse do Estado foi suspensa por tempo indeterminado, na sequência de uma providência cautelar interposta pelo Ministério Público e aceite pelo Tribunal, para impedir a saída das obras, anunciou, dia 23, em comunicado, a entidade estatal Parvalorem.

Recorde-se que a colecção saiu ilegalmente do País para ser vendida em Londres, em Fevereiro, sendo devolvida pela leiloeira por recear problemas legais.

O escândalo levou a Direcção-Geral do Património Cultural a multar em 35 mil euros as duas empresas do Estado envolvidas, por saída ilícita dos quadros, mas o Governo manteve a decisão com o fito de encaixar cerca de 35 milhões de euros.


Estudantes perdem bolsa

Um inquérito dos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra, divulgado, dia 14, pela agência Lusa, revela que 1300 estudantes perderam a bolsa no ano lectivo de 2013/2014, motivo que para 77 por cento dos afectados poderá forçar ao abandono dos estudos.

Na Universidade de Coimbra há presentemente 3700 estudantes bolseiros, contra cerca de seis mil há dez anos. Esta acentuada redução deveu-se à alteração do regulamento de atribuição de bolsas, que na prática veio excluir muitos estudantes do Ensino Superior.



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