«Temos sido vítimas de ataques constantes e permanentes»
Festa de alegria e de solidariedade

Mais de seis mil pessoas participaram, domingo, no Pavilhão de Feiras e Exposições de Grândola, no 19.º Piquenicão Nacional da Confederação MURPI, representativa dos reformados, pensionistas e idosos de todo o País.

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Nesta iniciativa, que ultrapassou as melhores expectativas, actuaram, em três palcos, 53 grupos de cantares das associações de reformados dos distritos do Porto, Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Setúbal, Beja, Évora e Portalegre. Ali teve ainda lugar uma peça de teatro e ginástica rítmica.
No final, Casimiro Menezes, presidente da Confederação MURPI, depois de agradecer o apoio da Câmara de Grândola, que disponibilizou todos os meios para criar as melhores condições para receber os milhares de participantes neste acontecimento maior, assim como à Banda da Sociedade Filarmónica Fraternidade Operária Grandolense «Música Velha», que actuou na abertura do Piquenicão, salientou que aquela «festa» não é só de música, ginástica rítmica e teatro, «é também de solidariedade, de partilha e de apoio às causas que o MURPI sempre defendeu no passado, defende no presente e continuará a defender no futuro: a defesa dos nossos direitos sociais, o direito a sermos respeitados e o direito a vivermos com dignidade».
«Temos sido vítimas de ataques constantes e permanentes por parte deste Governo que não só não nos respeita, como nos rouba as pensões, nos retira os subsídios e os direitos sociais na Saúde e na protecção social, e nos condena à pobreza, à fome e à miséria», acusou.

Governo «fora da lei»

Entretanto, advertiu Casimiro Menezes, o Executivo PSD/CDS prepara-se para impor «novos cortes orçamentais nas áreas da Saúde, da Segurança Social e no ensino», a pretexto do último chumbo do Tribunal Constitucional.
«Este Governo há muito que deixou de merecer a confiança do povo, e, por este motivo, torna-se mais clara a exigência da sua substituição através da consulta eleitoral ao povo», defendeu, frisando que é preciso romper com esta política e «afirmar uma alternativa que assegure o desenvolvimento soberano do País e a concretização dos direitos e dos valores de Abril para o futuro de Portugal».

Direito à dignidade

Recordando as marchas de «indignação e protesto» que se realizaram no dia 12 de Abril em vários pontos do País, Casimiro Menezes informou que, agora, «temos pela frente a batalha pelo reconhecimento do MURPI como parceiro social, reivindicação que tem décadas de existência». «Estão criadas as condições necessárias para que se crie novas associações que venham a aderir ao MURPI, para dar mais força à luta dos reformados», salientou, acrescentando: «Está nas nossas mãos fortalecer e ampliar o MURPI» e alargar «a luta pela defesa dos nossos direitos sociais e culturais, portadores de uma nova esperança e de confiança no futuro».
«Precisamos de todos vós para reforçar este projecto unitário de afirmação da dignidade dos reformados e no reforço dos seus direitos sociais à saúde, à habitação, à protecção social, à mobilidade e à autonomia financeira, recusando projectos de recurso à caridade que ferem a nossa dignidade de cidadãos com direitos», precisou.
O 19.º Piquenicão contou com a presença de delegações do PCP e do seu Grupo Parlamentar, da Comissão Executiva Nacional da CGTP-IN e da Coordenadora Nacional da Inter-Reformados/CGTP-IN.




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