Aconteu
400 mil sem subsídio de desemprego

O Estado português atribuiu cerca de 341 mil prestações de desemprego em Maio, excluindo desta prestação cerca de 412 mil desempregados.

Segundo dados divulgados, dia 30, pela Segurança Social, o subsídio foi retirado a 25 632 pessoas, em relação ao mês anterior.

Isto significa que apenas 45 por cento dos desempregados contabilizados pelo Eurostat auferem um dos subsídios previstos.

O valor médio destas prestações baixou para 464,55 euros, face aos 510,22 euros observados um ano antes.

O Porto é o distrito com o maior número de beneficiários (74 437 pessoas), seguindo o distrito de Lisboa (68 870) e o de Setúbal (30 150). 


Governo corta apoios aos desfavorecidos

Mais de 45 mil pessoas perderam o Rendimento Social de Inserção (RSI) em Maio, em comparação com o mesmo mês de 2013.

Face a Abril, indica a Segurança Social, o número de beneficiários foi reduzido em 3173 para um total de 224 506, contra 266 651 beneficiários existentes há um ano. Ou seja uma redução mensal de 1,4 por cento e anual de 20,4 por cento.

Note-se que o valor médio desta prestação situou-se nos 89,86 euros por beneficiário e em 214,67 euros por família.

Em simultâneo, a Segurança Social cortou o direito ao complemento solidário a 5100 idosos entre Abril e Maio, uma diminuição de 2,7 por cento, no espaço de um mês.

O Complemento Solidário para Idosos é um apoio social atribuído a pessoas com mais de 66 anos com baixos recursos financeiros, no valor de 409,08 euros em 12 prestações anuais. 


Portugueses vão para Espanha

O número de trabalhadores portugueses em Espanha aumentou 7,2 por cento em Maio, pelo quinto mês consecutivo.

Dados do Ministério do Emprego e da Segurança Social espanhol, divulgados dia 24, referem que no final de Maio estavam registados em Espanha 39 571 trabalhadores portugueses, mais 1 420 do que no final de Abril.

Apesar destes aumentos, o total de nacionais que residem no país vizinho baixou 7,56 por cento em comparação com 2013 e mais de 45 por cento desde 2008, quando começou a crise em Espanha.

A comunidade de trabalhadores portugueses é a quinta entre as de cidadãos da UE, depois da Roménia (244,2 mil), Itália (59 mil), Reino Unido (52 mil) e Bulgária (49 mil). 


Receita aumenta à custa do IRS

A receita fiscal aumentou 3,4 por cento até Maio, em termos homólogos, tendo sido arrecadados 14 624 milhões de euros em impostos nos primeiros cinco meses do ano.

De acordo com a síntese da execução orçamental publicada, dia 24, pela Direção-Geral do Orçamento a receita fiscal líquida aumentou 477 milhões de euros face ao montante cobrado em igual período de 2013.

O Imposto sobre o Rendimento de Pessoa Singular (IRS) proporcionou o grosso deste aumento (407 milhões), enquanto o Imposto sobre o Rendimento de Pessoa Colectiva (IRC) teve uma descida de 128,4 milhões de euros, no mesmo período.

A receita aumentou ainda pela via dos impostos indirectos (sobre o consumo), nomeadamente do IVA (2,9%), do Imposto sobre Veículos (41,6%), do Imposto sobre o Tabaco (4,9%), do Imposto Único de Circulação (17,2%) e do Imposto sobre o Álcool e Bebidas Alcoólicas (2,1%). 


Jerónimo Martins muda-se para a Suíça

O patrão da Jerónimo Martins ameaçou, dia 25, transferir a sede do grupo para Genebra, Suíça, alegando dificuldades com a banca e com a actual política fiscal.

Em declarações num conferência em Coimbra, Alexandre Soares dos Santos considerou que «os empresários devem exigir que o Estado devolva aquilo que cobra», dando como certa a mudança da sede dentro de um ou dois anos.


História de luta e resistência

O Clube do Sargento da Armada lançou, dia 26, um livro que regista o percurso de quase quatro décadas da associação.

A obra intitulada «Clube do Sargento da Armada – Uma História de Luta e Resistência», foi coordenada por Pedro Ventura e Manuel Custódio, e apresentada pelo sociólogo Diniz Fonseca.

Na sessão estiveram representantes do Estado-maior da Armada, da Academia de Marinha, da B.N. de Lisboa, da Escola de Fuzileiros, da Câmara Municipal de Almada, da União de Freguesias do Laranjeiro e Feijó, das três associações sócio-profissionais de militares, AOFA, ANS e AP, do clube de oficiais e do clube de praças, CMN e CPA, muitos associados, vários Oficiais e Praças e algumas amigas e amigos do CSA.



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