Aconteu
Diferenças salariais prejudicam mulheres

Em 68 de 84 actividades económicas, as mulheres auferem os salários médios mensais de base inferiores aos dos homens, sendo que os ganhos médios mensais dos homens (que incluem compensação por trabalho suplementar, prémios e outros benefícios) são também superiores aos das mulheres em 71 actividades.

Os dados constam no Relatório Sobre Diferenciações Salariais por Ramos de Actividade, encomendado pelo Governo e divulgado dia 4, segundo o qual a remuneração média mensal das mulheres era 18 por cento inferior à dos homens.

O documento constata que, «quanto mais elevado é o nível de qualificação maior é o diferencial salarial», sendo «particularmente elevado entre os quadros superiores», em que o rácio entre a remuneração das mulheres e a dos homens era, em 2011, de 72,2 por cento para a remuneração média de base e de 71,2% em relação à média do ganho. Ou seja, nestas categorias profissionais, as mulheres ganham 27 por cento menos do que os homens.

Inversamente, a diferença salarial é menor entre os níveis de qualificação mais baixos, como, por exemplo, entre praticantes e aprendizes (5% e 8,2% em termos de remuneração média de base e de ganho, respectivamente).

O documento assinala ainda que «o crescimento da presença feminina no mercado de trabalho, bem como o aumento da escolarização, não tem tido um efeito equivalente no acesso aos cargos de decisão das empresas e na sua participação na decisão.»


MP arquiva inquéritos contra polícias

O Ministério Público arquivou os dois inquéritos relacionados com a manifestação das forças e serviços de segurança, realizada em 6 de Março último, junto à escadaria da Assembleia da República.

Segundo informou, dia 7, a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa «não foi possível individualizar responsabilidades ou mesmo recolher vestígios da prática dos crimes». «Em consequência, o Ministério Público determinou o arquivamento destes dois processos por insuficiência indiciária».

Recorde-se que o protesto contra os cortes salariais e congelamento das carreiras juntou milhares de agentes das forças e serviços de segurança, que desfilaram entre o Marquês de Pombal e o largo em frente à Assembleia da República.


Sophia no Panteão

A cerimónia de trasladação dos restos mortais da poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen para o Panteão Nacional teve lugar, dia 2, na presença dos mais altos dignatários do Estado.

Nascida no Porto, em 1919, Sophia foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999. De ascendência dinamarquesa pelo lado paterno, Sophia de Mello Breyner veio a falecer aos 84 anos, legando-nos uma extensa e variada obra, pela qual recebeu vários galardões ao longo da sua vida.

Além da literatura infanto-juvenil, com oito títulos editados, e da poesia, com 21 publicados, é autora do ensaio «O Nu na Antiguidade Clássica» e das peças de teatro «O Bojador» e «O Colar», esta última levada à cena em 2002 pela companhia A Cornucópia.


Carlos do Carmo recebe Grammy

O fadista Carlos do Carmo, que celebra 50 anos de carreira, foi distinguido com a atribuição do «Lifetime Achivement Grammy», por decisão unânime, anunciada dia 1, pelo conselho da Latin Academy of Recording Arts and Sciences, sedeada, na Florida, EUA.

O galardão, que será entregue no dia 19 de Novembro na cidade de Las Vegas, distingue as carreiras que constituíram contribuições criativas de excecional importância artística.

Carlos do Carmo, de 74 anos, tem sido distinguido ao longo da carreira com vários galardões, entre eles, o Prémio Goya da Academia de Artes Cinematográficas de Espanha.

A academia norte-americana classificou Carlos do Carmo como «um dos maiores fadistas do seu tempo» e uma das «mais emblemáticas vozes da música portuguesa».

Na ocasião, o Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, endereçou uma mensagem de felicitações a Carlos do Carmo pela atribuição do importante galardão.


Norte-americanos desqualificam Obama

O presidente Barack Obama lidera a lista dos piores chefes de Estado norte-americanos desde a II Guerra Mundial.

Segundo uma sondagem da Universidade de Quinnipiac (Connecticut), divulgada dia 2, perto de 33 por cento dos inquiridos encaram o actual chefe de Estado democrata, eleito em 2008 e reeleito em 2012, como o pior governante dos últimos 70 anos.

Igualmente com nota negativa surge o antecessor de Obama, o republicano George W. Bush (2001-2009). Cerca de 28 por cento dos entrevistados consideram-no como o pior presidente dos EUA.



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