Aconteu
População diminui em Portugal

Portugal registou no ano passado a taxa de natalidade mais baixa da União Europeia, com 7,9 nascimentos por mil habitantes, inferior à mortalidade (10,2), segundo dados publicados, dia 10, pelo Eurostat.

De acordo com as estimativas do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia, Portugal perdeu 60 mil habitantes em 2013, descendo de 10,48 milhões de pessoas para 10,42 milhões.

Esta diminuição da população deveu-se não só à diferença entre nascimentos e mortes (-2,3), como também ao saldo migratório (-3,5).

No ano passado nasceram 82,8 mil pessoas e morreram 106,5 mil, uma diferença de menos 23,8 mil pessoas. Além disso, outros 36,2 mil habitantes emigraram no último ano.

Em sentido inverso, a população na União Europeia aumentou ligeiramente, sobretudo devido a um saldo migratório positivo de 700 mil indivíduos. A taxa de natalidade foi praticamente idêntica à de mortalidade (10 por mil contra 9,9 por mil).

As mais altas taxas de natalidade foram registadas na Irlanda (15 por mil), França (12,3) e Reino Unido (12,2). Depois de Portugal, Alemanha, Grécia e Itália tiveram as taxas mais baixas (todos com 8,5 por mil).


Maratona de Lisboa é de interesse público

Um despacho publicado em Diário da República declarou a Meia Maratona de Lisboa como prova de interesse público.

Esta distinção, anunciada, dia 10, pelo Maratona Clube de Portugal, que organiza a prova desde 1989 «reconhece o esforço, o empenho e a dedicação que um grupo de pessoas teve para pôr a primeira Meia Maratona de Lisboa de pé», declarou Carlos Moia, presidente do clube.

O despacho salienta a realização do evento como «um dos pontos altos de um trabalho muito meritório desenvolvido» pelo Maratona Clube de Portugal, «tanto através da participação e organização de provas no domínio do desporto federado, quer no âmbito do desporto para todos, contribuindo para a promoção generalizada da prática desportiva em Portugal».

Carlos Moia realçou em particular o carácter «democrático» da prova «onde se juntam os melhores atletas do mundo aos cidadãos comuns».


Faleceu Charlie Haden

O contrabaixista norte-americano Charlie Haden faleceu, dia 11, em Los Angeles, aos 76 anos de idade.

Charlie Haden actuou pela primeira vez em Portugal, no Cascais Jazz, em Novembro de 1971, onde saudou os movimentos de libertação de Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Moçambique, a quem dedicou a composição «Song for Che».

O protesto valeu-lhe ser detido e interrogado pela PIDE, só sendo libertado após a intervenção do adido cultural dos EUA em Lisboa.

Em 1976, manifesta o seu apoio à revolução portuguesa no tema que compõe com Paul Motian, «For a Free Portugal».

Fundador da Liberation Music Orchestra, com a pianista Carla Bley, em 1970, no primeiro disco da formação evoca a Guerra Civil de Espanha, fonte de resistência e de inspiração a que ambos regressariam em «The Ballad of the Fallen». Neste álbum gravado em 1982, cruza «Grândola, Vila Morena», de José Afonso, com «O Povo Unido» e «La Pasionaria», entre outros temas.

Mais tarde, em 1990, faz uma parceria com o guitarrista Carlos Paredes, no disco «Dialogues».

Gravou perto de duas centenas de álbuns e foi distinguido com três Grammy, o mais recente em 2004, pelo álbum «Land of the sun».

O seu último trabalho, «Last Dance», foi lançado em 17 de Junho em parceria com o pianista Keith Jarrett.


Providência cautelar contra EGF

A Câmara do Seixal apresentou no Supremo Tribunal Administrativo uma providência cautelar para suspender o processo de alteração dos estatutos da Amarsul, empresa responsável pelo tratamento do lixo na Margem Sul do Tejo.

«O processo judicial visa suspender os efeitos das alterações aos estatutos daquela sociedade», informou, dia 10, a autarquia, recordando que «a versão original impede a alienação da maioria do capital social da sociedade a favor de entidades privadas».

Constituída em 1997, o capital social da Amarsul pertence em 51 por cento à Empresa Geral do Fomento (EGF) e em 49 por cento aos municípios de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal.

A alteração dos estatutos da Amarsul insere-se no processo de privatização da EGF, no qual o Governo determinou por decreto a alienação da totalidade das acções desta empresa integrada no grupo público Águas de Portugal.



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