Aconteu
30 concelhos não têm dentista

Mais de 150 mil pessoas em 30 concelhos portugueses vivem sem dentista, segundo dados oficiais da Ordem dos Médicos Dentistas, divulgados, dia 24, pela agência Lusa.

Segundo explicou Orlando Monteiro da Silva, bastonário da Ordem dos Dentistas, trata-se de «regiões que estão numa desertificação crescente e que têm dificuldade em atrair médicos dentistas».

O bastonário defende que o Estado pode e deve criar «mecanismos de estímulo» para atrair médicos dentistas a instalarem-se nestas zonas com pouca população.

Alcoutim, Aljustrel, Alvito, Arraiolos, Barrancos, Chamusca, Corvo (Açores), Figueiró dos Vinhos, Freixo de Espada à Cinta, Gavião, Marvão, Nisa, Oleiros, Ourique, Penamacor, Viana do Alentejo ou Vila Velha de Ródão são alguns dos concelhos sem dentistas registados.


Maioria receia agravamento da crise

O «eurobarómetro da Primavera», divulgado dia 25, revela que os portugueses são dos cidadãos da UE mais insatisfeitos e pessimistas com a situação económica.

De acordo com o inquérito, 96 por cento dos portugueses consideram «má» a situação económica no País e 52 por cento temem que «o pior está ainda para vir» no mercado de trabalho, sendo Portugal um dos seis estados-membros onde este sentimento predomina (juntamente com França, Chipre, Grécia, Eslovénia e Itália), enquanto no conjunto da UE já são mais aqueles que pensam que o pior já passou (47% contra 44%).

Por outro lado, mais de um terço dos portugueses (38%) admite recear cair em situação de pobreza – o nono valor mais alto da UE, numa classificação encabeçada pelos gregos –, e uma grande maioria (70%) considera que o principal problema é o desemprego. A esmagadora maioria (85%) manifesta pouca confiança no Governo (contra 68% na média europeia).


Défice público continua a subir

O défice das administrações públicas atingiu os 4192 milhões de euros até Junho deste ano, mais 149 milhões do que no mesmo período de 2013.

De acordo com a síntese da execução orçamental publicada, dia 23, pela Direcção-Geral do Orçamento, a «deterioração» do défice público deveu-se à reposição de remunerações aos funcionários públicos, mas também ao aumento do pagamento de juros da dívida pública.

As contas do Estado e da Segurança Social continuaram a agravar-se apesar do aumento da receita fiscal e das contribuições para os sistemas de Segurança Social, que subiram 824,4 milhões e 353,5 milhões de euros, respectivamente.


Siza Vieira doa acervo

O arquitecto Siza Vieira anunciou, dia 23, a decisão de doar o seu acervo às fundações Gulbenkian e de Serralves, e uma outra parte ao Centro Canadiano de Arquitectura.

Em comunicado divulgado pela agência Lusa, o arquitecto refere ser seu «desejo que o trabalho de tantos anos seja de algum modo útil, como contribuição para o estudo e debate sobre a arquitectura, particularmente em Portugal, numa perspectiva oposta ao isolamento».

O prémio Pritzker explica que o Centro Canadiano de Arquitectura irá tratar uma grande parte do arquivo, onde «estará acessível, em conjunto com o trabalho de outros arquitectos modernos e contemporâneos».

«Desenhos e maquetes do meu arquivo encontram-se já, alguns desde há anos, em Paris (Beaubourg), em Nova Iorque (MOMA) e em Londres (Niall Hobhouse Collection), nos respectivos arquivos de arquitectura», salientou ainda Siza Vieira.


«Antimonumentos» de Virgílio Domingues

A exposição permanente «Antimonumentos – Esculturas de Virgílio Domingues – Doação à cidade de Setúbal» foi inaugurada, dia 26, na Galeria Municipal do Banco de Portugal, na cidade sadina.

A mostra inclui uma seleção das 28 peças do espólio de Virgílio Domingues, doado quase na totalidade pelo escultor em 2009, mediante um protocolo com a autarquia em que esta se comprometeu a expor a sua obra.

Já em 2011, a autarquia promoveu uma exposição com peças de Virgílio Domingues, que agora passam a estar patentes ao público num espaço permanente.

A exposição «Antimonumentos» pode ser vista no 1.º piso da Galeria Municipal do Banco de Portugal, de terça a sexta-feira, das 11 às 14 horas e das 15 às 18 horas; aos sábados das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas; e aos domingos das 14 às 18 horas.


Oficina de Artes inaugurada no Seixal

A Oficina de Artes Manuel Cargaleiro foi inaugurada, dia 26, no Seixal, por iniciativa da autarquia que pretender promover a arte contemporânea e tornar-se uma referência no mapa da cultura.

O equipamento, que foi concebido pelo arquitecto Álvaro Siza Vieira, vai abrir as suas portas ao público em Janeiro de 2015, com uma exposição original do pintor e ceramista Manuel Cargaleiro, que será preparada e montada nos próximos meses.



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