Breves
Pobreza atinge 34% dos gregos

A Grécia tornou-se o quarto país mais pobre da União Europeia com 34,6 por cento da sua população abaixo do limiar da pobreza em 2013, segundo dados do Instituto de Estatística da Grécia (ELSTAT), divulgados dia 23.

No total, 3 795 100 pessoas viviam no ano passado com rendimentos inferiores a 60 por cento da média da população do país.

Este indicador tem-se agravado de ano para ano desde a intervenção da troika (27,6 por cento em 2010; 27,7 por cento em 2011 e 31 por cento em 2012).

Bulgária (49,3%), Roménia (41,7%) e Letónia (36,2%) são os países da UE com uma percentagem da população abaixo daquele limiar superior à da Grécia, segundo dados do Eurostat.

A pobreza também disparou nos restantes países intervencionados, designadamente na Irlanda (30%); Espanha (28,2%); Chipre (27,1%) e Portugal (25,3%).


Privados desistem das eólicas

As entidades titulares de autorização para a instalação de quase mil megawatts (MW) eólicos em Espanha, potência equivalente a uma central nuclear, renunciaram à sua construção por considerarem que, depois da reforma energética, os projectos não terão «rentabilidade razoável».

O Ministério da Indústria espanhol calcula que a nova legislação, aprovada em Julho de 2013, vai reduzir a remuneração anual do sector eólico em 608 milhões de euros por ano.

Em comunicado, a Associação Empresarial Eólica acusa o governo de ter retirado direitos adquiridos pelas instalações existentes e impedir uma «rentabilidade razoável» aos investimentos.


Romenos elegem Ceauşescu

Os romenos voltaram a eleger como o melhor presidente da história recente do país Nicolae Ceauşescu, assassinado com a mulher em Dezembro de 1989 pelas forças golpistas que derrubaram o regime socialista.

Segundo uma sondagem da empresa INSCOP, publicada, dia 17, no diário neoliberal Adevarul, o antigo chefe de Estado recolhe 24,7 por cento de opiniões favoráveis, muito acima do segundo classificado, Ion Iliescu, (19%), que ocupou a presidência nos primeiros anos da restauração do capitalismo. Em terceiro lugar ficou o actual presidente, Traian Basescu, (14%), seguido de Emil Constantinescu, (9%), visto como o mentor da vaga devastadora de privatizações na segunda metade dos anos 90.


Recuperação britânica é incerta

A economia britânica atingiu globalmente os níveis do primeiro trimestre de 2008, ao crescer 0,8 por cento nos dois primeiros trimestres deste ano. Porém, o PIB por habitante está ainda quatro por cento abaixo do nível anterior à crise e os salários reais continuam a descer.

Apesar disso, o governo britânico apressou-se a dar por concluída a grande recessão, que custou «seis anos à Grã-Bretanha», segundo palavras do ministro das Finanças, George Osborne, ostentando a previsão de crescimento de 3,2 por cento este ano.

Para alguns especialistas a euforia é exagerada e visa sobretudo efeitos eleitoralistas. Na verdade, não só se trata de resultados provisórios, que podem ser revistos em baixa, como o crescimento se verifica sobretudo no sector dos serviços (1%). A produção industrial aumentou apenas 0,4 por cento, enquanto a construção caiu 0,5 por cento. Comparando com o primeiro trimestre de 2008, os serviços expandiram-se três por cento, mas a produção industrial é 11 por cento inferior.

Estes dados mostram que o crescimento britânico se deve sobretudo ao gasto das famílias, influenciado por políticas monetárias que favorecem o acesso ao crédito. Entretanto, esta benesse poderá estar prestes a acabar. Na semana passada, o Banco da Inglaterra advertiu que as taxas de juro deverão começar a subir, a fim de se alcançar o objectivo da inflação. Resta esperar para ver qual será o comportamento do consumo privado.


Governo demitido na Bulgária

O parlamento da Bulgária aprovou, dia 24, a demissão do governo do primeiro-ministro, Planen Orecharski, abrindo caminho às eleições antecipadas, já marcadas para 5 de Outubro.

O executivo tecnocrático de Orecharski foi apoiado durante 17 meses pelo Partido Socialista Búlgaro (PSB) e pelo partido da minoria turca, após a queda do governo conservador de Boiko Borisov, num contexto de forte contestação popular.