Breves
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Defender o Português

Os deputados do PCP João Ramos e Carla Cruz apresentaram um requerimento ao Governo sobre a situação grave por que passa o Ensino do Português no Estrangeiro (EPE). Em causa está a «redução do número de professores, número de horários, número de horas disponíveis para cada turma», ao mesmo tempo que o número de alunos se mantém estável e o de novos emigrantes não cessa de aumentar. Na última das perguntas dirigidas ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (na alçada do qual se encontra a Secretaria de Estado das Comunidades), o PCP quer mesmo saber se o Governo pretende «acabar com o sistema EPE». No texto que sustenta o requerimento, os deputados comunistas acusam o Governo de manipular a informação, ao salientar a redução do número de alunos e «esquecer» factos como a criação da propina, a diminuição do número de professores e a concepção do ensino de português como língua estrangeira. O PCP lembra ainda que o «processo de ataque ao EPE é desencadeado sob a responsabilidade política de alguém que já defendeu precisamente o contrário», no caso José Cesário que, enquanto deputado, defendia o «alargamento significativo da rede de ensino».


PORTO
Ciência ao fundo

Uma delegação da Direcção da Organização Regional do Porto do PCP esteve reunida com o coordenador do Centro de Linguística da Universidade do Porto (CLUP), João Veloso, para debater questões como o financiamento e o futuro deste centro de investigação. Numa nota publicada no sítio da DORP na Internet (www.porto.pcp.pt), informa-se que o membro da Comissão Política do Comité Central do PCP e o responsável pelo Sector Intelectual (respectivamente Jaime Toga e Valdemar Madureira), que integraram a delegação do PCP, «referiram a necessidade do financiamento dos centros de investigação ser assegurado a partir do Orçamento de Estado» e garantiram que o PCP «tudo fará para a anulação do actual concurso, defendendo um processo de raiz que garanta o reforço da capacidade científica do País e a salvaguarda dos postos de trabalho». O coordenador do CLUP denunciou as «incongruências e incoerências» do processo conduzido pela FCT, manifestando o seu acordo com a anulação de todo o processo. João Veloso alertou ainda para o risco de acabarem algumas licenciaturas e mestrados.

 


LISBOA
Extinção tropical

Na mais recente edição do seu boletim electrónico, o Sector Intelectual de Lisboa do PCP denuncia a destruição do Instituto de Investigação Científico Tropical (IICT). Este instituto, que será integrado na Universidade de Lisboa, tem à sua guarda «importantes colecções científicas, da botânica à geologia, da arqueologia à zoologia, passando pela etnografia, assim como uma biblioteca, uma iconoteca, uma xiloteca, uma cartoteca», etc., e conta com 70 investigadores e outros trabalhadores. Para o PCP, o corte de 49 por cento no seu orçamento e o desmantelamento em curso parecem comprovar que o Governo aposta na sua extinção.