Aconteu
Loures investe nos serviços

«Desde 2013, o sector da recolha dos resíduos perdeu cerca de 40 trabalhadores, uma redução de quase 14 por cento. E a saída desses trabalhadores não foi devidamente compensada», declarou, na segunda-feira, 4, à agência Lusa o presidente da CM de Loures, Bernardino Soares.

O edil anunciou que para fazer face a essa carência a autarquia aprovou a abertura de um concurso para a contratação de 28 cantoneiros e 17 motoristas.

Além da contratação de mais trabalhadores, Bernardino Soares adiantou que a autarquia criou, recentemente, um plano de contingência para «dar resposta às situações mais críticas».

«O plano de contingência inclui a reformulação dos circuitos de recolha e a redefinição das prioridades. Por exemplo, a recolha dos resíduos sólidos passa a ser mais prioritária do que a dos monos».

Os SMAS de Loures, que operam também no concelho de Odivelas, servem um universo de cerca de 350 mil pessoas.


Funcionários perdem direitos

Com a entrada em vigor, dia 1, da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, os trabalhadores da Administração Pública viram o período mínimo de férias reduzido de 25 para 22 dias úteis, bem como confirmado o aumento do horário semanal das 35 para as 40 horas.

Os trabalhadores estão igualmente sujeitos ao sistema de requalificação, instrumento que permite enviar «excedentários» para casa, privando-os de parte substancial do salário.

A maioria PSD/CDS-PP justificou as alterações com a convergência dos regimes público e privado, mas manteve na Administração Pública a proibição da conversão dos contratos precários em contratos sem termo, contrariamente ao que estabelece o Código do Trabalho.


Resistência afugenta interessados na EGF

Dos interessados na privatização da Empresa Geral do Fomento, apenas quatro grupos continuam na corrida. São eles o português DST, o grupo belga de resíduos industriais Indaver, a SUMA, constituída pela Mota-Engil e Urbaser, e a espanhola FCC, segundo anunciou o Governo, dia 1.

De fora estão o grupo português de gestão de resíduos EGEO, bem como o consórcio composto pelas brasileiras Odebrecht e Solvi. De acordo com a agência Lusa, a agitação do mercado financeiro provocada pelo caso BES e a litigância dos municípios nos tribunais foram alguns dos motivos que levaram às desistências.

O consórcio chinês constituído pelas empresas Beijing Capital Group e Capital Environment Holdings Limited também abandonou a corrida.


CIA espiou senadores

O director da CIA, John Brennan, pediu desculpa, dia 31 de Julho, aos senadores norte-americanos, confirmando que a agência espiou investigadores da comissão de informações do Senado.

O caso foi denunciado em Março pela senadora Dianne Feinstein, que acusou a CIA de ter penetrado no arquivo informático do Senado (RDINet), num momento em que este estava acusações de torturas sobre prisioneiros praticadas pela CIA entre 2002 e 2006.

Na altura, John Brennan declarou que «nada poderia estar mais longe da verdade». Porém, na semana passada, a agência admitiu que «alguns funcionários da CIA agiram de forma inconsistente com o acordo estabelecido entre a Comissão sobre Informações do Senado e a CIA no que diz respeito ao acesso à RDINet.

A investigação conduzida pela comissão entre 2009 e 2012 produziu um relatório secreto de 6300 páginas sobre «técnicas avançadas de interrogatório», em que se incluem o chamado «waterboarding», técnica que consiste em submergir repetidamente a cabeça dos detidos em água.


Incêndios consumiram 7 mil hectares

Os incêndios florestais já consumiram este ano, até 31 de Julho, 7320 hectares, segundo o último relatório provisório de incêndios florestais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Esta entidade dá conta de uma diminuição da área ardida face a anos anteriores, tendo registado 4467 ocorrências de fogo, das quais 691 foram incêndios florestais e 3776 fogachos.

«Comparando os valores do ano corrente com o histórico dos últimos dez anos, destaca-se que se registaram menos 58 por cento de ocorrências relativamente à média verificada no decénio e que ardeu menos 81 por cento do que o valor médio de área ardida no mesmo período», lê-se no relatório.


Ler nas praias de Grândola

A Câmara de Grândola colocou à disposição dos banhistas das praias de Melides e Carvalhal uma Biblioteca na Praia, com mais de 500 publicações, entre livros, jornais e revistas.

Segundo explica a autarquia, o sol e o mar constituem «o cenário perfeito para muitas e tranquilas leituras à beira mar» e a Biblioteca na Praia pretende «promover a leitura em tempo de férias».

Trata-se de um serviço gratuito que será prestado durante o presente mês de Agosto, podendo os materiais ser requisitados mediante um documento de identificação.



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