«É preciso impor a paz»
Solidariedade sem fronteiras
Palestina vencerá!

Centenas de milhares de pessoas em todo o mundo continuam a sair à rua para manifestar solidariedade com os palestinianos e a sua luta, para repudiar a actual ofensiva militar de Israel contra a Faixa de Gaza e a política de opressão de todo um povo. Em Portugal, organizações de defesa da paz e dos direitos do povo palestiniano, juntamente com o movimento sindical unitário, estão na primeira linha da denúncia dos crimes sionistas apoiados pelo imperialismo.

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Os protestos de massas que nas últimas semanas têm ocorrido em dezenas de cidades de vários países, dos quais publicamos algumas fotos, mostram que os palestinianos não estão sós. A sua resistência conta com a solidariedade dos humildes da terra e acabará por vencer, mesmo que ao lado de Israel se coloquem os poderosos do mundo, como sublinhou Pedro Penilo no acto público realizado frente à embaixada de Israel em Lisboa, faz hoje uma semana.

Na iniciativa convocada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), CGTP-IN e Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), intervieram, para além do já referido artista plástico, Libério Domingues, coordenador da União de Sindicatos de Lisboa, Francisco Pereira e Sara Vargas, membros de associações de estudantes do secundário e do superior, o médico Carlos Santos Silva e o músico Tiago Santos, Cláudia Madeira em nome da Ecolojovem e Sandra Benfica do Movimento Democrático de Mulheres, Filipe Ferreira e Maria do Céu Guerra, da direcção do CPPC e do MPPM, respectivamente.

A uma só voz, denunciaram a campanha israelita contra a Faixa de Gaza, feita de massacres e crimes de guerra, pejada de crimes contra a humanidade. Qualificaram-na de genocídio, notaram a responsabilidade dos EUA e da UE, potências imperialistas que apoiam militar e politicamente o sionismo, e realçaram que as atrocidades cometidas não podem ser silenciadas nem ficar uma vez mais impunes.

Manifestaram-se contra a colocação, no mesmo plano, de agressores e agredidos, e frisaram que nada, coisa alguma justifica os assassinatos de civis e o bombardeamento de infra-estruturas básicas na Faixa de Gaza, agravando as condições de vida de 1,8 milhões de pessoas cativas num autêntico campo de concentração, sujeitas a todo o tipo de carências em resultado do bloqueio israelita que é urgente que acabe. Exigiram que o Governo português respeite a Constituição da República condenando os massacress e não pactuando com eles, defendendo as legítimas aspirações do povo palestiniano.

A uma só voz, deixaram igualmente claro que cessar-fogo não basta. Nenhum cessar-fogo bastará porque Israel prossegue há décadas, geração após geração, o roubo de territórios e recursos naturais, a expulsão dos palestinianos para bantustões isolados e campos de refugiados, a detenção de todos os que resistem e a sua liquidação física, perseguindo o objectivo de matar lentamente a concretização de um Estado palestiniano, pátria independente e soberana com capital em Jerusalém Leste.

É preciso impor a paz, acabar com a política de apartheid e derrubar o muro de separação da Cisjordânia; travar os colonatos e devolver aos palestinianos a sua terra; libertar todos os presos e permitir o regresso dos milhões forçados ao exílio, salientaram. E perante as centenas de pessoas que se concentraram frente à embaixada de Israel, garantiram que a solidariedade continuará a fazer-se sentir neste ano internacional de solidariedade com a Palestina.

Já no Sábado, na Rua de Santa Catarina, no Porto, mais de uma centena de pessoas deu sequência ao apelo de mobilização em defesa da Palestina e contra a barbárie sionista. João Torres, coordenador da União de Sindicatos do Porto, Maria João Antunes, dirigente estudantil, e a presidente do CPPC, Ilda Figueiredo, insistiram na denúncia de Israel e da guerra suportada pelo imperialismo, e na necessidade de dar expressão à indignação.

Na quarta-feira da semana passada, em Aveiro, o CPPC e o movimento sindical unitário concentraram-se frente à Estação ferroviária da cidade contactando com centenas de pessoas. Para ontem, dia 13, em Braga, o CPPC, a União de Sindicatos do distrito e o Movimento de Solidariedade com a Palestina tinham agendada uma vigília no centro da cidade. Acções que, à imagem das sessões de esclarecimento já realizadas pelo CPPC, o MPPM e outras estruturas, são imprescindíveis para reforçar e fazer convergir o protesto.

Para que a Palestina vença. E vencerá!




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