Aconteu
Regresso às aulas custa 500 euros

As famílias portuguesas vão gastar, em média, 509 euros com o regresso às aulas, segundo um estudo que revela que os portugueses optam, cada vez mais, por comprar manuais em segunda mão ou pedir emprestado.

Segundo o «Observador Cetelem», divulgado dia 23, além destes encargos iniciais, os pais vão dar em média 17 euros semanais aos filhos para gastos em alimentação, papelaria e outras compras.

O inquérito revela que pedir manuais emprestados é a opção de 32 por cento das famílias (contra 13% em 2011), e comprar em segunda mão a solução para 23 por cento (contra 11% em 2011).


Economia recua consumo cai

A actividade económica em Portugal recuou 0,3 por cento em Julho, voltando a entrar em terreno negativo, segundo indicadores divulgados, dia 22, pelo Banco de Portugal (BdP).

Aquele valor indica uma queda de 0,3 pontos percentuais face a Junho, mas a actividade económica já vinha a abrandar desde Janeiro, quando o indicador se fixou nos 0,7 por cento.

A actividade económica entra assim em terreno negativo, o que não acontecia desde Setembro de 2013, quando o respectivo indicador se fixou nos -0,1 por cento, segundo os números do BdP.

Os Indicadores de Conjuntura do BdP dão também conta de uma ligeira diminuição no consumo privado, com o indicador coincidente para a evolução homóloga tendencial do consumo privado a fixar-se em 0,9 por cento, ou seja, uma décima abaixo do valor registado em Junho.


Dívida aumenta

A dívida pública portuguesa representava 134 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no final do primeiro semestre, ou seja, um agravamento de 1,6 pontos percentuais em relação aos primeiros três meses do ano.

De acordo com dados do boletim estatístico divulgado, dia 21, pelo Banco de Portugal (BdP), a dívida pública era de 223 270 milhões de euros em Junho último, isto é, mais quase 2600 milhões de euros relativamente ao primeiro trimestre.

A mesma publicação revela que também as contas externas de Portugal se agravaram, com um défice de 39 milhões de euros, quando no período homólogo se registou um saldo positivo de 1734 milhões de euros.


Subfinanciamento preocupa reitores

O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) reiterou, na segunda-feira, 25, «sérias preocupações sobre a estabilidade e o funcionamento de todo o sistema universitário».

Em comunicado, divulgado no final da reunião do CRUP, os reitores das universidades manifestaram apreensão sobre «os cortes acumulados no passado e o anúncio de novos cortes para vigorarem no próximo ano».

A proposta de dotação financeira do Estado para o Ensino Superior para o próximo ano prevê um corte global de 1,5 por cento.

As instituições de Ensino Superior alertam que o subfinanciamento pode pôr em causa a contratação de pessoal, o apoio à investigação, a manutenção de instalações e equipamentos e a oferta formativa.


Emigrantes aumentam remessas

As remessas enviadas pelos emigrantes nacionais subiram 3,9 por cento em Junho, para 241,3 milhões de euros, segundo revelou dia 21 o Banco de Portugal.

Os portugueses em França e na Suíça foram os maiores contribuintes, enviando mais de metade do total que Portugal recebeu dos seus cidadãos a trabalhar no estrangeiro (75,6 milhões no caso de França e 58,8 milhões no caso da Suíça).

A maior variação percentual, no entanto, surge no caso dos portugueses a trabalhar no Brasil, que enviaram para Portugal, em Junho, 2,4 milhões de euros, o que representa uma subida de 129 por cento face aos 1,046 milhões que tinham enviado no mesmo mês do ano anterior.

Também no Reino Unido se verificou um aumento significativo das remessas que se elevaram a 15,7 milhões de euros, mais 34,5 por cento face aos 11,7 milhões enviados em Junho de 2013.


Fechou «A Voz de Trás-os-Montes»

O semanário «A Voz de Trás-os-Montes», sediado em Vila Real, fechou as portas, dia 19, data em que os jornalistas e funcionários receberam as cartas de despedimento.

Com edições regulares desde 1943, a publicação tinha uma tiragem média de seis mil exemplares, sendo um dos maiores órgãos de comunicação social regional da região transmontana.

A região tem vindo a perder os seus órgãos de imprensa, caso do «Semanário Transmontano», encerrado em 2011 e mais recentemente o «Mensagens Aguiarenses».



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