Breves
«Sim» ganha apoio na Escócia

A campanha «Yes Scotland» («Sim Escócia») anunciou, dia 22, ter recolhido um milhão de assinaturas a favor da independência do país.

Os responsáveis da campanha consideram que o número de subscritores da declaração independentista constitui um bom prenúncio da vitória no referendo marcado para 18 de Setembro.

Porém, as sondagens continuam a dar vantagem ao «Não», caso da divulgada na semana passada pelo diário britânico The Times, de acordo com a qual 57 por cento dos escoceses são contra a independência e 43 por cento a favor.

Por seu lado, o líder nacionalista e ministro principal da Escócia, Alex Salmond, mostra-se confiante no resultado. Defendendo a ideia de que o país tem tudo o que precisa para ser independente, Salmond afirmou no parlamento que a Escócia seria mesmo um dos países mais ricos do mundo, já que tem um Produto Interno Bruto per capita superior ao do Reino Unido, ao de França e ao do Japão.


Cerar chefia governo esloveno

O parlamento esloveno aprovou, na segunda-feira, 25, a designação de Miro Cerar como primeiro-ministro, na sequência das eleições de 13 de Julho, em que o partido recém-formado pelo professor de Direito alcançou uma inesperada vitória.

Cerar tem agora 15 dias para apresentar uma equipa de governo, que poderá ter o apoio de uma coligação heterogénea constituída pelo partido dos pensionistas (Desus), sociais-democratas (SD), a Aliança Alenka Bratusek e os conservadores da Nova Eslovénia.


Reino Unido aperta vigilância

O governo do Reino Unido tenciona criar uma legislação específica para combater e erradicar os «extremistas».

Segundo um artigo da ministra do Interior, Theresa May, publicado dia 23 pelo The Telegraph, as autoridades britânicas pretendem alargar a proibição de grupos e oradores radicais que incitam ao ódio e à violência, mas também atribuir mais poderes às forças de segurança para localizar «extremistas» que procuram recrutar e radicalizar outros.


Confrontos com neonazis na Suécia

A polícia sueca investiu contra manifestantes antifascistas que se concentraram, dia 23, na cidade de Malmo, em protesto contra um comício neonazi do Partido dos Suecos.

A contra-manifestação foi secundada por 1500 pessoas que acolheram com gritos de indignação a chegada do líder da extrema-direita, Stefan Jacobsson. Este insistiu em discursar no local, apesar de a multidão o interromper constantemente, clamando «Não queremos nazis nas nossas ruas».

No final, a polícia carregou com cavalos contra os manifestantes, fazendo pelo menos dez feridos e dezenas de detenções.

A Suécia tem eleições legislativas e municipais marcadas para 14 de Setembro.


Trabalho não pago em Espanha

A maioria dos trabalhadores em Espanha (74%) não recebe qualquer remuneração pelas horas extraordinárias que presta, segundo um estudo realizado pela empresa de recursos humanos, trabajando.com, divulgado dia 21.

O inquérito apurou que apenas 26 por cento dos trabalhadores recebem uma compensação por horas extraordinárias, sendo que só 12 por cento dos inquiridos afirmam nunca terem trabalhado para além do horário normal.


Satélites fora da órbita

Os dois satélites do sistema europeu de navegação Galileu, rival do GPS norte-americano, lançados dia 22 na Guiana Francesa, não atingiram a órbita planeada, segundo informou a empresa Arianespace.

A empresa afirma estar a investigar a razão dos satélites terem sido colocados «numa órbita mais baixa do que o previsto». Os dois aparelhos deveriam ficar operacionais no Outono.