Breves
Reforma Agrária

Hoje, quinta-feira, às 17.30 horas, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) promove um encontro com as mulheres de Casebres, concelho de Alcácer do Sal, no âmbito da iniciativa os «40 anos de Abril. Um itinerário de conquistas e direitos para as mulheres». No centro do debate estará a «Reforma Agrária – a mais bela conquista de Abril», que «criou empregos, garantiu direitos, abriu às mulheres novos papeis, novas profissões e responsabilidades, nomeadamente na gestão de cooperativas».
Para além do trabalho, a Reforma Agrária «trouxe também o cante, o riso e a alegria aos campos e às aldeias do Alentejo» e «proporcionou convívios saudáveis e a abertura ao mundo, quebrando o isolamento em que o Pais vivia», refere o MDM em nota de imprensa. «Foi um tempo fértil em trocas de experiências com trabalhadores, mulheres e homens da cidade e de outros países. Foram tempos de experiências inesquecíveis, de marcantes avanços nos direitos das mulheres. Foi o assumir de práticas, costumes e profissões vedadas às mulheres antes de Abril, num entusiasmante movimento de participação individual e colectiva», salienta o MDM.


De mal a pior

A Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (AVIDOURO) alertou, em nota de imprensa, para a redução significativa da produção, comparativamente com a campanha passada, em consequência do clima e das pragas e doenças que atacaram as vinhas este ano. «Há zonas na Região Demarcada do Douro em que, segundo os produtores, a redução atinge os 50 por cento, sendo que andará pelos 25 por cento a média das zonas com perdas significativas de produção», informa a AVIDOURO, considerando que «os preços à produção têm que ser melhorados, até porque aumentaram as exportações e os preços dos vinhos do Douro e do Porto».
A Associação dá ainda conta de que prossegue a recolha de assinaturas «Em defesa da Casa do Douro e do património da lavoura duriense».


Utentes unidos

Em Agosto foi criada a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Abrantes, um movimento de opinião e reivindicativo que pretende intervir na análise da prestação de serviços públicos, na denúncia de práticas atentatórias das necessidades e direitos das populações e na aposta de soluções viáveis. Na segunda-feira, 25, teve lugar, na Junta de Freguesia do Rossio ao Sul do Tejo, uma reunião para eleger a coordenação da Comissão de Utentes e definir iniciativas até ao final do ano.


Questão política

Apesar de o Supremo Tribunal Administrativo (STA) ter rejeitado a providência cautelar interposta pela Comunidade Intermunicipal Alentejo Litoral (CIMAL) sobre a extinção da Comarca do Alentejo Litoral, a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Sines considera que o assunto «não está resolvido», uma vez que esta é uma «questão política».
«Esta medida do Governo PSD/CDS penaliza a população e os trabalhadores de Sines, afastando-os, cada vez mais, do direito à Justiça», acusa, em nota de imprensa, a Comissão, explicando que o encerramento do Tribunal de Trabalho e Família de Sines «vai implicar a deslocação das pessoas a Santiago do Cacém e a extinção da Comarca vai obrigar à deslocação a Setúbal para grande parte dos processos».