Breves
ALGARVE
Saúde em luta

A Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP saúda os trabalhadores do sector da saúde e as organizações sindicais que, no âmbito da acção mais geral da CGTP-IN, decidiram convocar uma greve regional para dia 22, afirmando tratar-se de «uma importante resposta» à política de destruição do Serviço Nacional de Saúde levada a cabo pelo Governo PSD/CDS-PP, que na região tem expressão na falta de profissionais (mais de 800), materiais e equipamentos, no processo de fusão de três hospitais, no encerramento de valências e serviços, na ameaça de encerramento da maternidade de Portimão, nas listas de espera e na crescente falta de resposta dos serviços (agravada no Verão com o turismo), bem como no ataque aos direitos, salários e condições de trabalho dos profissionais. Enquanto o direito à saúde de cerca de meio milhão de algarvios é destruído, «multiplicam-se na região os investimentos feitos por grupos económicos na abertura de clínicas e hospitais privados à custa do desvio de recursos públicos», denuncia o PCP em comunicado.


VILA FRANCA DE XIRA
Repor a verdade

O Executivo da Comissão Concelhia de Vila Franca de Xira do PCP «considera falsas e absolutamente condenáveis as declarações prestadas» pela anterior presidente da Câmara Municipal a um órgão de comunicação social regional, de acordo com as quais o PCP, a CDU e os seus eleitos tudo fizeram para inviabilizar a construção da nova Biblioteca Municipal. Numa nota de imprensa, o Partido afirma ter sido a primeira força política a apontar a necessidade da construção da nova infra-estrutura e que nunca alterou a sua posição sobre esse facto, atendendo à degradação das antigas instalações. Contudo, aquilo que o PCP e os seus eleitos sempre rejeitaram – tendo por isso votado contra – foi o modo como o processo foi conduzido: a falta de imparcialidade (não houve um concurso público), os exagerados custos financeiros, a «inaceitável» imposição de um projecto imobiliário da empresa com a qual foi assinado um contrato directo para a construção da biblioteca, e a satisfação das exigências da banca financiadora.


OLIVEIRA DO HOSPITAL
Tribunal extinto

Com a extinção do Tribunal da Comarca, decretada pelo Governo, Oliveira do Hospital passará a contar, a partir de 1 de Setembro, com uma «secção» do Tribunal da Comarca de Coimbra, que terá competências para lidar com processos cíveis até 50 mil euros e com crimes menores que não requeiram colectivo de juízes; perde os processos criminais com colectivo de juízes, os casos de família e menores, de insolvências e de execuções, que passam a ser tratados no Tribunal da Comarca de Coimbra e nos tribunais – agora também «secções» – de Montemor-o-Velho e Soure. O PCP, que veicula esta informação no portal da Direcção Regional de Coimbra, alerta para as consequências da decisão, como o afastamento da Justiça da população do município, o encarecimento dos processos e aumento do desemprego e da insegurança «entre os profissionais que trabalham no (extinto)» tribunal.