Breves
Anulado

O despedimento colectivo realizado em Março pela administração do hotel Praia d'El Rey Marriott Óbidos foi anulado pelo administrador da insolvência e cinco trabalhadores dos quadros daquela unidade do Grupo Béltico voltaram na segunda-feira ao trabalho. O Sindicato da Hotelaria do Centro congratulou-se com a decisão, considerando-a extremamente sensata para as necessidades da empresa no actual processo de recuperação. No mesmo sentido se tinha pronunciado, no processo de negociação do despedimento colectivo, o representante da DGERT (Ministério do Emprego). A direcção do sindicato da Fesaht/CGTP-IN garante que vai prosseguir na organização dos trabalhadores e vai bater-se para que também seja anulado o processo dos outros seis trabalhadores abrangidos pelo despedimento e que agora ficaram de fora, por estarem vinculados a outra empresa do mesmo grupo.


Cofely

Fizeram greve no dia 22, sexta-feira, com um nível de adesão de cerca de 80 por cento, os trabalhadores da Cofely que asseguram os serviços de limpeza na Continental Mabor, em Famalicão, prosseguindo a luta contra a discriminação salarial. Aqueles cerca de 70 trabalhadores são os únicos no grupo que ainda não tiveram os salários actualizados, como explicou à agência Lusa um dirigente do STAD/CGTP-IN.


GNR ilegal

No Casino de Monte Gordo dois dirigentes do Sindicato da Hotelaria do Algarve foram impedidos, no dia 11, de contactar os trabalhadores na sala de convívio do pessoal. A decisão inicial do director não demoveu os dirigentes, que insistiram no exercício de um direito legal, o que levou o responsável patronal a chamar a GNR. Os agentes ignoraram os alertas de ilegalidade e fizeram até ameaças aos dirigentes sindicais, impedindo-os de entrar no casino. Sobre este caso, o grupo parlamentar comunista apresentou duas perguntas ao Governo (ministérios do Emprego e da Administração Interna).


STAL

A 24 de Agosto, dia do 39.º aniversário da sua fundação, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local apelou à união de esforços e intensificação da luta «para derrotar o actual Governo PSD/CDS-PP e as suas políticas que arruínam o País e condenam milhões de portugueses à pobreza». O STAL/CGTP-IN recorda que foi a primeira estrutura sindical a constituir-se na Administração Pública após a Revolução de Abril e antecipa «árduas batalhas nos meses que se seguem e ao longo de 2015, ano em que o sindicato comemorará os 40 anos».


BES

«Com os trabalhadores, saberemos encontrar as melhores formas de defender os postos de trabalho, os salários e os nossos direitos e interesses», afirmou o Sintaf/CGTP-IN, num comunicado a propósito da situação na banca e no Novo Banco. O Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira repudiou «uma intervenção estatal e a utilização de dinheiros públicos visando a protecção do capital, com a recuperação da empresa para a entregar de novo aos privados» e alertou para o facto de estar a ser executada «uma política, decidida pelo Governo e o Banco de Portugal, ao serviço da troika, que até ao final de 2017 pretende que sejam reduzidos oito mil postos de trabalho na banca portuguesa».


Propina

No Ensino Português no Estrangeiro «são cada vez mais discutíveis» os princípios de aplicação da verba obtida com a propina exigida aos pais dos alunos dos cursos de Língua e Cultura Portuguesa. Em comunicado, Teresa Duarte Soares, secretária-geral do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas, voltou a contestar a propina, pelo seu carácter inconstitucional e injusto, concluindo que «agora, um ano após a sua introdução, a injustiça é cada vez mais patente». A propina só é paga na Alemanha, no Reino Unido, na Suíça e no Luxemburgo (aqui a 50 por cento), mas a qualidade do ensino tem vindo a degradar-se fortemente nos cursos pagos, suscitando queixas de pais desde o ano lectivo passado.