Não há justificação
para manter
os salários baixos
Bons resultados devem ser repartidos
Hotelaria pode pagar

Os sindicatos da Fesaht/CGTP-IN na hotelaria e restauração realizaram várias acções públicas de protesto junto a estabelecimentos do sector, exigindo aumentos salariais que as associações patronais recusam negociar.

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Em causa está também o incumprimento da contratação colectiva pelos patrões, nomeadamente quanto ao pagamento do trabalho em dias feriados.

Desde Junho, o Sindicato da Hotelaria do Norte realizou iniciativas à porta de 26 unidades hoteleiras e também junto de restaurantes, pastelarias e cafés.
A mais recente destas acções teve lugar frente ao Hotel Flor de Sal, em Viana do Castelo, na passada segunda-feira.
No dia 21, quinta-feira, foram «visitados» três hotéis em Braga: Mercure, João XXI e Ibis Budget. Dezenas de trabalhadores e dirigentes sindicais levaram ainda o protesto para a Arcada e junto a estabelecimentos de restauração, como a pastelaria Cristo Rei (do Grupo Jolima) e o restaurante McDonald's. A jornada foi acompanhada, em expressão de solidariedade, por uma delegação do PCP, da qual fez parte João Frazão, da Comissão Política do Comité Central do Partido.
Ao Correio do Minho, o presidente do sindicato lembrou que o sector do turismo e hotelaria vive uma boa situação económica, com os números oficiais a indicarem que 2013 foi o melhor ano de sempre e 2014 será ainda melhor. «Não podemos aceitar que, pelo terceiro ano consecutivo, os trabalhadores não tenham aumentos salariais», quando «os salários praticados no sector são muito baixos e nem chegam aos 500 euros», disse Francisco Figueiredo. Relatou que «entrámos em negociações, apresentámos nossa proposta de um aumento de 30 euros, baixámos para 25 euros, mas a associação patronal APHORT recusou e fez uma proposta de apenas cinco euros miseráveis», pretendendo ainda retirar direitos aos trabalhadores, acabar com as carreiras profissionais, acabar com o regime de diuturnidades».

O Sindicato da Hotelaria da Madeira decidiu distribuir comunicados aos clientes das diversas unidades hoteleiras, com tradução para Alemão, Inglês e Francês, no âmbito de uma acção de defesa do contrato colectivo de trabalho, durante o mês de Agosto. No dia 25, segunda-feira, dirigentes e activistas estiveram a fazer essa distribuição no aeroporto do Funchal, aos turistas que chegavam.
Também na Região houve aumento na entrada de turistas e nas receitas, nos anos mais recentes, mas as empresas e a associação patronal ACIF continuam há dois anos a recusar aumentos salariais.

 

Grande greve no SUCH

Houve uma elevada adesão dos trabalhadores do SUCH (Serviço de Utilização Comum dos Hospitais) em cantinas e lavandarias hospitalares à greve nacional de dia 20, convocada pela Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo (Fesaht/CGTP-IN).
O Sindicato da Hotelaria do Norte apontou os casos das cantinas dos hospitais de São João, no Porto, e Padre Américo, em Penafiel, que apenas funcionaram porque a empresa recorreu ilegalmente a pessoal de folga e em férias. «Em média, estimamos uma adesão de 80 por cento nas lavandarias e 90 por cento nas cantinas, sendo que muitas unidades estiveram a cem por cento, apenas com os serviços mínimos», refere-se na nota que o sindicato divulgou à imprensa.

Durante a manhã, trabalhadores das cantinas e lavandarias das regiões Norte e Centro concentraram-se junto às instalações da delegação do Porto do SUCH, onde aprovaram uma moção com as principais reivindicações que levaram à realização da greve:
reposição total e imediata dos 32,12 euros mensais roubados com a redução do subsídio de refeição;
actualização justa dos salários;
reposição da contratação colectiva, incluindo o pagamento dos feriados, com efeitos a 1 de Agosto de 2014;
reinício imediato das negociações do Acordo de Empresa.

 



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