Aconteu
Dívida sem «almofada» atinge 135% do PIB

A dívida pública poderá chegar aos 135,1 por cento do PIB até final do ano, caso o Governo não utilize 7,1 mil milhões de euros da «almofada» financeira que tem em depósitos.
Segundo as contas da Unidade Técnica de Apoio ao Orçamento (UTAO), se o nível de depósitos da Administração Central se mantivesse constante até ao final do ano, a dívida pública atingiria um novo máximo histórico.
O parecer da UTAO, divulgado dia 4, revela que os depósitos representavam 11,6 por cento do Produto Interno Bruto (19,6 mil milhões de euros).

O valor da dívida líquida de depósitos subiu no primeiro semestre para 204 071 milhões de euros, o equivalente a 122,4 por cento do PIB, contra 118,8 por cento registados no primeiro trimestre.


ANMP apela à defesa das escolas

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) responsabilizou o Governo pela «instabilidade gerada» na abertura do ano escolar e apelou às câmaras municipais para combaterem o encerramento de escolas onde elas são necessárias.
Segundo declarou, dia 9, em Coimbra, o presidente da ANMP, Manuel Machado, «há uma instabilidade que está a ser gerada na abertura do ano escolar, porque o Ministério da Educação não está a cumprir o que acordou com as autarquias».
Falando à imprensa no final de uma reunião do conselho directivo da ANMP, o eleito autárquico sublinhou que «não podemos ficar de braços cruzados, a ver encerrar escolas onde elas não devem encerrar, ou em sítios onde as novas escolas não tem condições adequadas para o ensino».
E lembrou que alguns municípios já avançaram com providências cautelares contra tais decisões do Ministério da Educação e Ciência, exortando os municípios nesta situação a «recorrerem a todos os meios legítimos ao seu alcance», incluindo o recurso aos tribunais, «para que este desmando do Ministério da Educação não prossiga».


BCE põe juros a zero

Banco Central Europeu (BCE) anunciou, dia 4, a redução da taxa de juro directora na zona euro para um novo mínimo histórico de 0,05 por cento.
Em Junho, o BCE havia cortado a taxa de juro directora para 0,15 por cento e colocou em valor negativo a taxa de depósitos (-0,10%). Agora esta taxa de depósitos passou para -0,20 por cento.


OCDE dá razão aos reitores

O relatório anual sobre educação realizado pela OCDE revela que Portugal destina apenas 3,66 por cento do seu PIB à Educação, ficando abaixo da média dos 34 países da OCDE (3,85%).
Além disso, em Portugal, o investimento por cada aluno que frequenta o Ensino Superior ronda os 7727 euros, enquanto a média dos 34 países da OCDE é de quase 11 mil euros. Também o financiamento nacional fica abaixo da média dos 21 países da União Europeia, que se situa nos cerca de 10 500 euros por aluno.
Para o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesa, os dados revelados vêm confirmar as preocupações com o financiamento do Ensino Superior, tanto mais que o relatório é relativo a 2011 e não leva em conta os cortes significativos aplicados desde então.


Porto Editora edita inédito de Saramago

A Porto Editora anunciou, dia 4, a publicação de meia centena de obras até Novembro, onde se inclui o livro inacabado de José Saramago, intitulado «Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas».
A obra é inspirada em versos de Gil Vicente e tem como protagonista o funcionário de uma fábrica de armas que vive um conflito moral, decorrente do seu trabalho ligado à violência.
O livro tem apenas três capítulos, mas é acompanhado de notas que permitem compreender perfeitamente o que é esta obra: «o testemunho empenhado do autor contra um dos negócios mais sujos da política internacional», revelou o editor na sessão de apresentação das novidades editoriais.


Feira do Livro abre no Porto

A Feira do Livro do Porto, que se realiza há mais de oito décadas, está aberta ao público no Palácio de Cristal, até dia 21.
O certame, inaugurado dia 5 com mais de cem pavilhões, é este ano promovido pela autarquia portuense e conta pela primeira vez com a participação de livrarias, alfarrabistas, editores e associações e cooperativas do sector, provenientes do Porto, Famalicão, Coimbra, Lisboa, Vila Nova de Gaia, Vila do Conde, Braga, Óbidos, Silveira, Rio de Mouro e Viseu.



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