Aconteu
Metade das escolas fechou em 10 anos

O Estado eliminou desde 2001 mais de sete mil estabelecimentos de ensino públicos, sobretudo no pré-escolar e 1.º ciclo, níveis que perderam em pouco mais de uma década mais de metade das escolas.

Segundo revela o relatório «Estado da Educação 2013», divulgado dia 20 pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), o número de estabelecimentos de ensino públicos em funcionamento no ano lectivo de 2001/2002 era de 13 753, tendo este valor baixado para os 6729 em 2012-2013.

No Continente, as regiões Centro e Norte foram as que perderam mais estabelecimentos, 32 e 45 por cento do número total de extinções, respectivamente.

Citando números do Ministério da Educação, o relatório constata ainda que «a percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) investida na educação era de 5,4 a meio da década passada, chegando aos 5,6% em 2009 e caindo para os 4,9 no ano passado».

Ao mesmo tempo, o CNE que Portugal continua na cauda da Europa no que respeita ao abandono escolar precoce, com uma taxa de 19,2 por cento, ou seja quase um quinto dos alunos. O estudo aponta igualmente «o elevado número de analfabetos existente nos concelhos do litoral, com núcleos urbanos e periurbanos mais desenvolvidos», constatando que seis por cento da população portuguesa com 15 anos ou mais não possui qualquer nível de escolaridade.


Acesso à água é problema político

A dificuldade no acesso à água não é um problema financeiro ou tecnológico, mas de falta de vontade política, declarou dia 20 à agência Lusa a relatora especial das Nações Unidas para a água, Catarina Albuquerque.

Encontrando-se em Lisboa para participar no Congresso Mundial da Água, iniciado no domingo, 21, a representante da ONU salientou que mesmo nos países desenvolvidos o acesso à água não é garantido a todas as pessoas, independentemente da sua condição económica.

Referindo «os sem-abrigo e a comunidade cigana» como as pessoas mais afectadas em países europeus como Portugal, Catarina Albuquerque notou que «as pessoas que não têm dinheiro para pagar a conta estão simplesmente a ficar sem acesso a este direito fundamental».

E deu o exemplo da cidade norte-americana de Detroit, onde os cortes de água estão a atingir cerca de três mil famílias por semana. Embora «não nestas proporções, o cenário repete-se em Portugal e em outros países do Sul da Europa, mais afectados pela crise», disse a especialista.


Dia sem carros

Mais de 40 localidades portuguesas aderiram ao Dia Europeu sem Carros, que se assinalou na segunda-feira, 22, no final da Semana Europeia da Mobilidade.

De acordo com o site oficial da Semana Europeia da Mobilidade, este ano a iniciativa contou com a adesão de 44 localidades portuguesas.

Em Beja, por exemplo, além de algumas restrições no trânsito no centro urbano, o dia foi marcado com uma conferência aberta sobre o tema «Semana da Mobilidade e Cidade de Excelência» e uma palestra sobre «O papel da acessibilidade nas cidades de excelência turística».

A 13.ª edição da Semana Europeia de Mobilidade assinalou-se em 1712 cidades, este ano sob o lema «As Nossa Ruas, A Nossa Escolha».


«Alentejo, Alentejo» no cinema

O documentário «Alentejo, Alentejo», de Sérgio Tréfaut, premiado no IndieLisboa, estreou-se, dia 18, nas salas de cinema.

A película foi rodada a convite da autarquia de Serpa, depois da realização de um filme curto sobre o mesmo tema, no âmbito da candidatura do cante alentejano a Património Imaterial da Humanidade (a decisão da UNESCO será tomada no final do ano).

O cineasta filmou grupos corais masculinos e femininos e as filmagens foram feitas em várias localidades do Alentejo Castro Verde, Cuba, Vidigueira, Baleizão e Aljustrel.

O filme começa com «Grândola, Vila Morena», de José Afonso, porque «é a maior homenagem de fora que é feita ao cante alentejano», disse o realizador.


Inédito de Saramago chega às livrarias

O romance inacabado de José Saramago «Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas», chegou, anteontem, terça-feira, às livrarias pela mão da Porto Editora que chancela a obra.

O último romance do Nobel português da Literatura foi inspirado em versos de Gil Vicente e tem como protagonista o funcionário de uma fábrica de armas que vive um conflito moral decorrente de seu trabalho.



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