Aconteu
Pobreza aumenta em Portugal

Um em cada quatro portugueses vivia em privação material em 2013, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, divulgados dia 17, que indicam um agravamento da taxa de pobreza nas diferentes categorias.

Assim, a proporção da população em pobreza consistente atingiu 10,4 por cento em 2013, contra 8,5 por cento em 2010, 8,3 por cento em 2011 e 8,2 por cento em 2012.

Esta situação acentua-se na população infantil. De acordo com o INE, 29,2 por cento das crianças viviam em privação material em 2013. Ao mesmo tempo, 15 por cento dos menores encontravam-se em pobreza consistente, um valor superior ao observado em 2010 (11,8%), em 2011 (11,%) e em 2012 (11,6%)

Os dados, publicados no Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, indicam também que o risco de pobreza das famílias com crianças dependentes tem vindo a agravar-se, aumentando de 19,1 por cento em 2009 para 22,2 por cento em 2012.


Salário mínimo inferior ao de 1974

Quem recebe o salário mínimo ganha menos 12 euros de que em 1974, segundo cálculos da Pordata, divulgados dia 17, que descontam o efeito da inflação.

Todavia, segundo o economista Eugénio Rosa, para o Salário Mínimo Nacional ter hoje o mesmo poder de compra que tinha quando foi criado em 1974, o seu valor deveria ascender a 584 euros, ou seja, mais 79 euros do que os actuais 505 euros brutos resultantes da última actualização.

Recorde-se que a percentagem de trabalhadores que recebiam o salário mínimo representava 12 por cento dos activos, em 2013, o que correspondia a 432 mil trabalhadores.


Autarquia entrega prémio de conto

A Câmara Municipal de Santiago do Cacém promoveu, dia 18, a cerimónia de entrega do Prémio Nacional do Conto Manuel da Fonseca, atribuído à obra «Contos Infalíveis», da autoria de Henrique Santos do Carmo Madeira.

Na sessão, que decorreu na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, foram ainda entregues duas Menções Honrosas, às obras «Ruído de Fundo», de Rui Miguel Oliveira Herbon, que já havia conquistado o Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca em 2012, e a «Os Filhos Bastardos e Outros Contos Uterinos», de Marlene Correia Ferraz.

O Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca, concedido bienalmente, tem um valor pecuniário de quatro mil euros para a obra vencedora.


Margarida Tengarrinha distinguida no Algarve

Margarida Tengarrinha foi a vencedora da primeira edição do Prémio Regional «Maria Veleda», promovido pela Direcção Regional de Cultura do Algarve.

O júri tomou a decisão por unanimidade, no dia 10, depois de analisar as 11 candidaturas, considerando que «sua actividade cívica no desenvolvimento social do Algarve, o seu percurso cultural ligado às artes visuais, à investigação e à história da região, assim como toda a sua participação na formação democrática de Portugal ao longo de toda a sua vida, a tornam protagonista de uma intervenção particularmente relevante na cultura do Algarve, cumprindo-se assim o objectivo deste prémio».

Em declarações à imprensa regional, a premiada não escondeu a sua surpresa. Elogiando a isenção do júri, disse que «pela minha ligação ao Partido Comunista, pensei que o júri não me escolhesse», manifestando-se satisfeita sobretudo porque a figura que inspira o prémio, Maria Veleda, «é uma das mulheres algarvias e portuguesas que mais admiro». «Era uma republicana extraordinária, foi uma das primeiras revolucionárias portuguesas conscientes».


Festival de Curtas arranca em Évora

O Festival Internacional de Curtas-Metragens de Évora (FIKE) iniciou-se anteontem, dia 21, e decorre até sábado, na Universidade de Évora e no Teatro Pax Julia, em Beja.

Em competição estão 40 filmes oriundos de 17 países, nas categorias de ficção, animação e documentário, seleccionados a partir das 1004 películas de 44 países que foram enviadas para o festival.

Em paralelo às sessões competitivas, realiza-se um programa cultural que inclui sessões de cinema para as escolas e outras, masterclasses, workshops, uma exposição de pintura e concertos musicais. As sessões e eventos têm entrada gratuita.


Países ricos perdem quota no comércio

Os países em desenvolvimento representam pela primeira vez na história quase metade do comércio mundial, de acordo com um relatório publicado dia 20, pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

O documento assinala que durante o período 2000-2012 a participação dos países em desenvolvimento no comércio mundial passou de 33 para 48 por cento.

No mesmo período, as economias em desenvolvimento aumentaram o seu peso na produção mundial de 23 para 40 por cento. Quanto ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita, desde 2000, aumentou 4,7 por cento nos países em desenvolvimento e apenas 0,9 por cento nos países desenvolvidos.



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