Venezuela no Conselho de Segurança
Venezuela, Angola, Malásia, Nova Zelândia e Espanha são os novos cinco membros não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o mandato 2015-2016 que se inicia a 1 de Janeiro.
Na eleição, ocorrida há uma semana, mais de 180 dos 193 países que integram a Assembleia Geral da ONU elegeram a Venezuela, Angola e Malásia em representação, respectivamente, da América Latina e Caribe, África e Ásia-Pacífico. Em representação da Europa Ocidental e outras partes do planeta foi eleita a Nova Zelândia, também na primeira volta, enquanto a Espanha, que disputava o lugar com a Turquia, só conseguiu o lugar na segunda ronda eleitoral.
Comentando os resultados, o ministro venezuelano Elías Jaua considerou que a inclusão da Venezuela no Conselho de Segurança da ONU, com 181 votos a favor, é uma vitória de 15 anos de luta. Essa batalha foi desencadeada pelo falecido presidente Hugo Chávez e agora, com o triunfo na ONU, impôs-se a dignidade de todo o povo venezuelano, afirmou em declarações à Venezolana de Televisión, acrescentando que se abre agora uma nova forma de relacionamento com o mundo, justa e respeitadora, para lutar pela soberania dos povos.  
Lembrando que nos últimos 15 anos a Venezuela manteve uma política em defesa da não intervenção estrangeira nos assuntos internos de outros estados, princípio que manterá como prioritário na sua agenda, Elías Jaua declarou que o governo bolivariano irá continuar a defender o direito dos povos a viver em paz, como é o caso da Palestina, e a apoiar Porto Rico na sua luta para se consolidar como uma nação independente.
A eleição da Venezuela para o Conselho de Segurança da ONU é também uma forma de mostrar ao mundo quem são as forças que estão por trás da campanha de descrédito contra o país, financiada por interesses estrangeiros, disse ainda aquele dignatário, numa referência às declarações da senadora dos EUA, Ileana Ros-Lehtinen, e do senador colombiano Álvaro Uribe, que se empenharam numa «campanha infame» para tentar impedir a escolha da Venezuela para aquele órgão da ONU.




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