Incerteza em Belém
A integração da Fundação do Centro Cultural de Belém (CCB) no universo da Administração Central e daquele equipamento no chamado eixo de museus e monumentos de Ajuda-Belém suscita preocupações ao Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos. Reagindo a notícias que dão conta da criação de um único organismo para a gestão e conservação do CCB, dos museus dos Coches e Nacional de Arqueologia, assim como do Mosteiro dos Jerónimos, o STE alerta que o processo de concentração se reflectirá «em cortes nos salários e na perda de autonomia financeira [do CCB]», e «coloca dúvidas sobre qual será o futuro da Fundação e, por consequência, dos seus trabalhadores».
Em comunicado, o sindicato considera também que «o clima de instabilidade e desconfiança (..) em nada contribui para melhorar o serviço público prestado» pelo CCB, por isso, e face ao silêncio que até agora têm mantido a gestão da Fundação e a tutela, exige que a administração do CCB e a secretaria de Estado da Cultura venham a público «esclarecer sobre qual o futuro do CCB» e «assegurem os postos de trabalho de todos os trabalhadores».
A proposta de Orçamento do Estado para 2015 e as Grandes Opções do Plano, apresentados pelo Governo, contemplam uma despesa de 16,5 milhões de euros para a «gestão mais integrada dos equipamentos situados na Praça do Império», mas o figurino do projecto carece ainda de explicação e garantias, sobretudo quanto ao futuro dos 140 trabalhadores do CCB, 122 dos quais efectivos e 14 com um contrato a termo incerto, detalhou João Barreiros, do STE, em declarações à Lusa.



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