Greves paralisam quatro regiões da Bélgica
Belgas protestam contra medidas de austeridade
Movimento ganha força

As greves convocadas, na segunda-feira, 24, nas regiões de Antuérpia, Hainaut, Limbourg e Luxembourg, tiveram uma forte adesão em todos os sectores, público e privado.

A primeira jornada de greves rotativas, que culminarão com uma greve geral em 15 de Dezembro, foi convocada por uma frente sindical constituída pelas três principais centrais sindicais do país.

Milhares de trabalhadores participaram nos piquetes de greve, levantaram barragens em estradas e realizaram desfiles de protesto.

As docas de Antuérpia encerraram completamente, interrompendo o fluxo de navios mercantes.

Nas diferentes cidades, os transportes públicos não funcionaram, incluindo os caminhos-de-ferro. Nenhum comboio circulou na linha Bruxelas-Tournai ou Bruxelas-Charleroi.

Os acessos a vários aeroportos foram bloqueados por piquetes de greve, provocando alguns atrasos nas ligações sobretudo durante a manhã.

Escolas, serviços municipais, nomeadamente a recolha de resíduos, ou centros hospitalares estiveram de portas fechadas ou funcionaram a meio-gás. No sector industrial, muitas pequenas e médias empresas fecharam, assim como grandes empresas suspenderam a produção caso da Caterpillar, em Gosselies, ou a Ford em Genk e Aperam, na região de Limbourg.

Outras grandes unidades industriais na Antuérpia, como o construtor de camiões Daf, ou dos autocarros e veículos industriais Van Hool, também enceraram.

O mesmo se verificou na indústria petroquímica da região de Hainault e nas unidades siderúrgicas na região do Luxembourg.

Concentrações e manifestações tiveram lugar em cidades como Turnhout, Arlon, Tournai, La Louvière e Hasselt. Na Antuérpia os grevistas efectuaram uma volta em bicicleta que juntou mais de mil pessoas.

Desta vez, a greve também se notou na grande distribuição, com várias superfícies encerradas, e no pequeno comércio, provando que o repúdio pelas políticas da coligação de direita no poder atravessa várias camadas sociais do país. Personalidades do mundo da cultura fizeram questão de comparecer em diversos piquetes de greve.

Forçar o Governo a recuar

Depois da grande manifestação de dia 6 em Bruxelas, que reuniu 120 mil pessoas, a greve de 24 reafirmou a determinação dos trabalhadores belgas de resistir à ofensiva anti-social, que visa suspender as actualizações salariais anuais, aumentar a idade da reforma, reduzir serviços públicos e despedir trabalhadores.

Novas greves regionais terão lugar na próxima segunda-feira, 1 de Dezembro, e no dia 8. 




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