Aconteu
Saque fiscal supera objectivos

O Estado arrecadou mais de 30 mil milhões de euros em impostos até Outubro, ou seja, mais quase dois mil milhões de euros do que recebeu no mesmo período de 2013.

Segundo dados da Direcção-Geral do Orçamento (DGO), divulgados dia 25, a receita fiscal líquida acumulada cresceu 6,8 por cento face a 2013, ultrapassando o objectivo previsto na segunda alteração ao Orçamento do Estado para 2014.

O imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRS) foi o que mais subiu, com receitas 10,8 por cento superiores às do período homólogo. Inversamente, a tributação dos lucros das empresas (IRC) diminuiu 3,9 por cento.

Os impostos sobre o consumo também aumentaram, em particular o IVA (+7,2%), seguido do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP), do Imposto sobre o Tabaco (IT) e do Imposto do Selo.


Portagens reduzem fluxo de turistas

A Plataforma Hispano-Portuguesa de Afectados pelas Portagens da Via do Infante (A22) revelou, dia 27, que o Algarve teve uma quebra de 50 por cento no número de visitantes espanhóis em 2013.

No final da reunião, João Vasconcelos, da Comissão de Utentes da Via do Infante, anunciou que a estrutura vai pedir reuniões ao presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve e autarca de Tavira, Jorge Botelho, e ao novo secretário-geral do PS, António Costa, para perceber a sua posição relativamente às portagens na A22.

Os efeitos das portagens são igualmente sentidos em Espanha: «Ayamonte teve menos 30 por cento de visitantes portugueses no último ano», estimando-se quebras entre 25 e 30 por cento na actividade económica entre as duas regiões fronteiriças.


Teatro Extremo critica «visão liberal»

Numa carta aberta dirigida ao secretário de Estado da Cultura, o Teatro Extremo critica a «visão liberal e mercantilista» do Governo sobre o sector, a «desqualificação de todas as artes e agentes culturais», numa política que conduziu ao desaparecimento de organizações artísticas como o Teatro Bruto, no Porto.

Na missiva, a companhia de Almada manifesta apreensão pelo «preocupante» «nível de desinvestimento do Governo na cultura» e lança um apelo para que todas as estruturas artísticas e sociedade civil manifestem o seu descontentamento pela «recorrente situação de menosprezo pela actividade cultural por parte do Governo».


Pais exigem suspensão dos exames

Associações de pais e de estudantes e o Sindicato de Professores da Grande Lisboa lançaram, dia 29, um abaixo-assinado, exigindo a reposição de aulas e a suspensão dos exames nacionais.

A decisão foi tomada numa reunião do Movimento em Defesa da Escola que juntou cerca de duas dezenas de representantes de associações de pais e encarregados de educação (APEE).

Entre outros pontos, o abaixo-assinado pede a suspensão dos exames nacionais e a reposição de um mês e meio de aulas aos alunos, devido aos problemas resultantes dos erros na colocação de professores.

Outra preocupação que o documento expressa refere-se aos cortes de 750 milhões de euros previstos no próximo no Orçamento do Estado para 2015.

O abaixo-assinado vai percorrer as escolas até ao primeiro dia de aulas de Janeiro, altura em que está marcada uma reunião para agendar uma manifestação nacional, que culminará com a entrega do documento na Assembleia da República.


Almada atribui Prémio Literário

O 20.º Prémio Literário de Poesia e Ficção de Almada foi entregue, dia 27,
a Fernando Fitas, autor da obra «Alforges de Heranças», que venceu o concurso.

Este ano candidataram-se ao galardão 25 obras originais de poesia, que foram avaliadas por um júri constituído por Fernando Jorge da Silveira e Sousa Fabião, em representação da Associação Portuguesa de Escritores, Graça Pires, pela Câmara Municipal de Almada, e José Manuel Lourenço Matias, pela Sociedade de Língua Portuguesa

Fernando Fitas é jornalista há 39 anos e já tinha vencido em 2003 o Prémio de Poesia e Ficção de Almada com a obra «O Ressoar das Águas».

 


«Escrito na Cal»

«Escrito na cal & outros lugares poéticos» é o título de uma colectânea de depoimentos em prosa e em verso, sobre o artista plástico Armando Alves. A obra, publicada pela editora «Modo de Ler», tem prefácio de Isabel Pires de Lima e reúne textos de 53 autores, entre os quais Albano Martins, Eduardo Lourenço, Eugénio de Andrade, Herberto Helder, José Saramago, Luís Veiga Leitão, Mário Cláudio, Urbano Tavares Rodrigues e Vasco Graça Moura.

Nas palavras de José Saramago, Armando Alves é um «Inventor de Céus e Planícies».

Nascido em em Estremoz em 1935, Armando Alves terminou os estudos no Porto, onde criou, em 1968, o grupo «Os Quatro Vintes» com Ângelo de Sousa, José Rodrigues e Jorge Pinheiro, com o qual se apresenta em exposições no final da década de 60. Com projecção internacional, o artista está representado nas principais colecções nacionais e estrangeiras.



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