Aconteu
Portugal corta gastos com saúde

Os gastos com Saúde representaram, em 2012, o equivalente a 9,5 por cento do PIB, contra 10,2 por cento em 2010, segundo indica o relatório «Panorama da Saúde», divulgado, dia 3, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Os gastos per capita com cuidados médicos desceram 3,3 por cento em média entre 2009 e 2012. Portugal foi assim o quinto país, num universo de 32 estados europeus, que mais reduziu as despesas com Saúde. Parte desta descida é explicada pela redução dos gastos por pessoa com medicamentos (menos 6,1% entre 2009 e 2012).


Direitos da Criança brutalmente violados

«É tristemente irónico que neste 25.º aniversário da Convenção dos Direitos da Criança, em que pudemos celebrar tantos progressos para a infância no mundo, os direitos de tantos milhões tenham sido brutalmente violados», afirmou, dia 8, o director executivo da UNICEF, Anthony Lake.

No seu balanço anual, o Fundo das Nações Unidas para a Infância qualifica 2014 como «um ano devastador para milhões de crianças».

«Foram mortas quando estudavam numa sala de aula ou dormiam na sua cama, ficaram órfãs, foram raptadas, torturadas, recrutadas, violadas e mesmo vendidas como escravas. Nunca na história recente tantas crianças foram sujeitas a uma brutalidade tão inqualificável».

A UNICEF calcula que 230 milhões de crianças vivem em países ou regiões afectadas por conflitos armados e 15 milhões foram apanhadas nos violentos conflitos da República Centro-Africana, no Iraque, Sudão do Sul, Palestina, Síria e Ucrânia.


Milhões de euros «escondidos» no Vaticano

Centenas de milhões de euros, não declarados, foram encontrados em diferentes ministérios do Vaticano, revelou, dia 5, o cardeal australiano George Pell, que dirige o novo secretariado da Economia do papa Francisco.

«Descobrimos que a situação (financeira do Vaticano) era muito mais saudável do que parecia. Porque algumas centenas de milhões de euros estavam escondidas em diversas contas sectoriais e não apareciam nos balanços».

O responsável da Economia descreveu um sistema em que cada serviço mantinha e defendia a sua independência.

«Os problemas eram mantidos em reserva. Poucos eram tentados a confiar ao mundo exterior os problemas da sua casa, o que só acontecia quando precisavam de ajuda externa», afirmou.


Margarida Tengarrinha distinguida no Algarve

Margarida Tengarrinha foi distinguida, dia 6, em Portimão com o prémio Maria Veleda 2014, pela sua actividade no desenvolvimento do Algarve e pelo percurso cultural, investigação e participação na formação da democracia em Portugal.

A escritora, pintora, investigadora e antiga deputada do PCP, fixou-se no Algarve desde 1987, altura em que saiu da Assembleia da República.

Tendo vivido cerca de 20 anos na clandestinidade, Margarida Tengarrinha manifestou-se «sensibilizada e ao mesmo tempo surpreendida».

«Esta distinção demonstra que não vivemos em vão. Deram-me mais força para continuar», disse a premiada após receber o galardão no Teatro Municipal de Portimão.

De acordo com a directora regional de Cultura do Algarve a atribuição do prémio foi uma decisão unânime do júri. «Como mulher, foi audaz ao assumir funções políticas numa altura em que não era comum, tendo sido uma voz activa também na igualdade de género e de oportunidades», sublinhou Alexandra Gonçalves.

Aos 86 anos, Margarida Tengarrinha mantém a sua intervenção em várias áreas da sociedade, participando em colóquios, palestras e leciona aulas de História da Arte, na Universidade Sénior, em Portimão, distrito de Faro.


Beja declara 2015 Ano do Cante

A Câmara de Beja anunciou, dia 4, que declarou 2015 como Ano Municipal do Cante Alentejano.

A decisão foi tomada na mais recente reunião da Câmara, após a classificação do cante como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Em comunicado, a autarquia refere que, ao longo de 2015, irá promover «iniciativas capazes de criar dinâmicas de futuro que potenciem e promovam» o cante alentejano.


«Adeus Karl Popper»

O novo romance do vilacondense Romeu Cunha Reis intitula-se «Adeus Karl Poper», e a sua acção decorre num departamento de investigação.

Autor do «Relatório ao Comité Central», cuja acção decorre em plena perestroika na URSS, Romeu Cunha Reis traz agora à liça o estado e a orientação da investigação científica em Portugal, através de personagens que confrontam o leitor com questões científicas, filosóficas e também ideológicas, como sugere o título do romance.

Discutindo a concepção do filósofo austríaco Karl Popper, um antigo marxista que se converteu o liberalismo, um dos personagens do romance afirma: «Esperar… O que mais tenho é esperado, sobretudo pelo dia em que possa dizer adeus Karl Popper e possamos todos ver a pesquisa científica a uma nova luz».



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