Breves
Desempregados protestam em França

Milhares de desempregados e precários manifestaram-se, no sábado, 6, em Paris e em várias outras cidades de França.

Nas acções, promovidas por um conjunto de organizações sindicais e movimentos sociais, os participantes denunciaram os elevados níveis de desemprego e de precariedade que atingem mais de nove milhões de trabalhadores, mas também a ofensiva laboral do patronato que pretende abolir o horário das 35 horas e alargar ainda mais os vínculos precários.

Em Paris, oito mil manifestantes desfilaram entre a praça de Stalingrado e a praça de Clichy. Os protestos juntaram igualmente centenas de pessoas em Marselha, Toulouse e Bordéus.


Governo britânico cria taxa Google

O ministro britânico das Finanças, George Osborne, anunciou, dia 3, que as multinacionais serão sujeitas a uma tributação de 25 por cento sobre os lucros obtidos de actividades desenvolvidas na Grã-Bretanha.

Na tradicional declaração de Outono, sobre as linhas do Orçamento do Estado que será apresentado em Março, o ministro calculou que o novo imposto permitirá obter receitas de mil milhões de libras nos próximos cinco anos, e evitará que as companhias desviem os seus proventos para outros países com menor imposição fiscal.

A medida já se tornou conhecida como a «taxa Google», precisamente pelo facto de a multinacional norte-americana ter registado, em 2013, receitas na ordem dos 3400 milhões de euros e só ter pago 20,4 milhões ao fisco britânico.

 


Transparência fiscal

Os ministros das Finanças da Alemanha, França e Itália enviaram, na semana passada, uma carta conjunta à União Europeia, exigindo novas regras para evitar a evasão fiscal das multinacionais até finais de 2015.

A missiva reclama mais «transparência», aludindo ao facto de 24 dos 28 países da UE terem acordos fiscais com taxas muito inferiores a 25 por cento.

 


Parlamento francês apoia Palestina

A Assembleia Nacional de França aprovou, dia 2, uma resolução sobre o reconhecimento do Estado da Palestina, com 329 votos a favor e 151 contra.

O texto, que é hoje debatido no Senado, apela ao executivo que tome uma decisão oficial nesse sentido com vista à «resolução definitiva do conflito».

A resolução, proposta pelo grupo socialista, tem para já um significado simbólico, dado que não vincula o governo presidido por François Hollande.

Por seu turno, os deputados da direita (UMP) votaram maioritariamente contra a proposta.

O Estado da Palestina é hoje reconhecido por 135 países, onde se incluiu recentemente a Suécia. Os parlamentos britânico, irlandês e espanhol já aprovaram resoluções semelhantes, enquanto na Bélgica os deputados dos principais partidos acordaram tomar uma iniciativa no mesmo sentido.


Grécia aprova orçamento

O parlamento grego aprovou, dia 7, o Orçamento do Estado para 2015, com os votos favoráveis da maioria de direita e social-democrata (155) e contra de toda a oposição (134).

O diploma traça um cenário optimista para o próximo ano, com um crescimento do Produto Interno Bruto de 2,9 por cento e um superavit primário de 5900 milhões de euros (3% do PIB).

Segundo declarou o primeiro-ministro, Antonis Samaras, a proposta não incluiu medidas de redução da despesa no valor de 1700 milhões de euros, exigidas pela troika.

A oposição acusou a maioria de aprovar um orçamento que virá proximamente a ser revisto com novos cortes antipopulares.


Corrupção na UE

A Itália, Grécia, Roménia e Bulgária continuam a liderar os índices de corrupção na União Europeia, segundo o relatório da Transparência Internacional, publicado dia 3.

O estudo refere os numerosos escândalos na «Velha Europa», designadamente em França, Espanha e Itália, envolvendo altas personalidades do Estado.