Breves
ÉVORA
Ensino artístico

A Direcção da Organização Regional de Évora do PCP (DOREV) está solidária com as acções de protesto realizadas em muitas escolas e conservatórios de música, por funcionários e professores, com o apoio de alunos e encarregados de educação, em defesa do Ensino Artístico Especializado. Num comunicado de dia 3, a DOREV acusa o Governo de ter alterado as formas de financiamento a estas instituições – antes era feito através de verbas regulares do Orçamento do Estado e passou, desde há três anos, a estar incluído no Programa Operacional para o Potencial Humano (POPH), comparticipado pelo Fundo Social Europeu –, o que «trouxe graves problemas para o normal funcionamento destas instituições». Realçando que estas escolas «asseguram um serviço público de formação artística de qualidade e funcionam como polos de dinamização social, cultural e económica das regiões», o PCP exige que as despesas fixas passem a ser de novo garantidas pelo ministério.


COIMBRA
Conhecer a realidade

Uma delegação da Comissão Concelhia de Coimbra do PCP, com a participação do vereador Francisco Queirós e do eleito na Assembleia Municipal Manuel Pires da Rocha, contactaram com os trabalhadores da SMTUC, empresa que assegura o transporte rodoviário no concelho. Nas conversas com os comunistas, os trabalhadores sublinharam as suas principais preocupações, entre as quais se contam o envelhecimento da frota, fruto de anos de desinvestimento, as instalações antigas que não correspondem às exigências de higiene e segurança no trabalho, a falta de pessoal e o sistema de bilhética, que não responde às necessidades dos serviços e dos utentes. No contacto com os trabalhadores nos seus locais de trabalho e na reunião com os seus representantes, a delegação do Partido reafirmou aquelas que são exigências centrais, como a valorização do serviço público municipal contra qualquer tentativa de empresarialização ou de fusão, e a exigência de um apoio financeiro do Estado aos SMTUC, à semelhança do que acontece em empresas similares de Lisboa e do Porto.


OVAR
Direitos em causa

A Pousada da Juventude de Ovar é uma das que está em risco de encerrar fruto da liquidação da Movijovem e da sua entrega a privados. Este processo iniciou-se com a publicação do decreto-lei que dá início à extinção do Instituto Português da Juventude, do Instituto do Desporto de Portugal, da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação e da Movijovem e à sua fusão num único organismo: o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Acusando o Governo de pretender privatizar as pousadas de juventude (intenção já assumida pelo próprio, que defendeu publicamente a «externalização» destes equipamentos), a Comissão Concelhia de Ovar do PCP alerta para as consequências desta decisão no direito dos jovens ao turismo e nos direitos dos trabalhadores, lembrando os sucessivos processos de lay-off na pousada de Ovar.