PT é de Portugal

«É preciso recomprar a PT Portugal à Oi, apurar responsabilidades e defender a economia nacional», defenderam os antigos e actuais trabalhadores da Portugal Telecom, numa concentração junto à residência oficial do primeiro-ministro, na tarde de dia 4. Enquanto uma delegação se reunia com representantes do Grupo Parlamentar do PSD, intervieram dirigentes da Comissão de Trabalhadores e de alguns dos sete sindicatos que, com a CT, promoveram esta acção. Em nome da CGTP-IN, falou José Manuel Oliveira, membro da Comissão Executiva e coordenador da Fectrans. Bruno Dias, deputado, reafirmou o apoio activo do PCP à luta dos trabalhadores e aos seus objectivos.
Foi destacado o valor estratégico da PT, «um património que é de todos» e cuja destruição tem que ser evitada, impedindo a venda «a um qualquer accionista financeiro ou fundo de investimento, a especuladores ou a agiotas, que não garantem a defesa do interesse nacional».
Na moção aprovada no final das intervenções, destaca-se a importância das infra-estruturas e, em especial, a capilaridade da rede da PT Comunicações, bem como a qualidade e a inovação que distinguem a PT Portugal a nível nacional e mundial. Do património a defender fazem parte ainda a rede de TDT (televisão digital terrestre), a rede do SIRESP (comunicações das forças de segurança e protecção civil), o serviço público de postos telefónicos públicos, o Serviço Informativo (118), a garantia de desconto a reformados, a investigação e desenvolvimento e a PT Inovação, a rede de Data Centers, incluindo o da Covilhã, os postos de trabalho na PT Portugal e nas empresas que trabalham e fornecem o Grupo PT.

Ao Governo foram apresentadas exigências de intervenção em quatro direcções:

suspender qualquer negócio da titularidade da PT Portugal tendo como referência o Novo Banco, as acções dos accionistas da PT que foram dadas como garantias ao Novo Banco ou à CGD, e a participação do Fundo da Segurança Social;
subscrever um memorando com os accionistas da PT Portugal, a garantir a titularidade da empresa por um largo período de tempo;
assumir por escrito um compromisso com os accionistas da PT Portugal e os representantes dos trabalhadores, garantindo os postos de trabalho, os direitos dos trabalhadores, o pagamento das prestações de suspensão de contrato e de pré-reforma, os complementos de reforma e a manutenção da PT-ACS e dos planos de saúde da PT;
criar uma estrutura nacional destinada a acompanhar a situação da PT Portugal, instruindo as melhores condições para defender a empresa, como referência nacional de telecomunicações com os centros de decisão em Portugal.

A moção teve como destinatários o primeiro-ministro e a administração da PT SGPS.

 



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