Aconteu
Um ano de retrocesso nos direitos sociais

Os direitos económicos, sociais e culturais tiveram «um ano de retrocessos» em Portugal, considerou, dia 9, Catarina Albuquerque, ex-relatora especial das Nações Unidas para o direito à água e ao saneamento.

A propósito do Dia Mundial dos Direitos Humanos, que se assinalou dia 10, recordou que, recentemente, o Comité dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais da ONU deu «um puxão de orelhas» a Portugal, confirmando o «impacto negativo» das medidas de austeridade.

Foi um «sinal de alerta», que deve levar o Governo português a «repensar muitas das políticas que estão em vigor», disse a especialista, que terminou o mandato como relatora no final do mês de Novembro.

Um desses impactos, verificável sobretudo no Sul da Europa, é a «incapacidade de pagar a conta» da água. Catarina Albuquerque afirma que tem visto pessoas em Lisboa a encherem garrafões de água nas bombas de gasolina e fontanários públicos. «Esta nova situação de pobreza, por causa da crise, está a implicar retrocessos na realização de direitos», que são «violações de direitos humanos».


Empresas contestam venda da EGF

Nove empresas enviaram à Autoridade da Concorrência um documento conjunto em que se considera que a compra da EGF (Empresa Geral do Fomento) pela SUMA, o consórcio liderado pela Mota-Engil, cria distorções «para a concorrência no sector dos resíduos em Portugal» e «estrangula a iniciativa privada».

Os subscritores apontam em particular o facto de a Suma «enquanto empresa privada poder passar a usar infra-estruturas públicas, por si não custeadas», que lhe permite baixar os custos das suas actividades.

As infra-estruturas em causa, que beneficiaram de fundos comunitários ou de taxas de juro bonificadas, vão agora reverter a favor de um monopólio privado.


China dá Prémio a Fidel Castro

O «prémio da paz» da China, distinção alternativa ao Nobel, foi atribuído a Fidel Castro, pelos esforços do ex-presidente cubano na «resolução de crises internacionais».

«Castro, quando esteve no poder, não recorreu à força ou à violência para resolver as crises e conflitos de âmbito internacional, em particular com os Estados Unidos», afirmou Liu Zhiqin, um dos organizadores do «Prémio da Paz Confúcio», citado, dia 11, pelo jornal Global Times.

Os promotores do prémio sublinham que Fidel Castro «tem trabalhado de forma incansável para se reunir com dirigentes e organizações estrangeiras» e que se dedicou «à causa da eliminação das armas nucleares».


Manoel de Oliveira estreia filme aos 106 anos

«O Velho do Restelo», a mais recente obra de Manoel de Oliveira, foi estreada no dia 11, data em que o realizador completou 106 anos.

O filme foi projectado no Cinema Ideal, em Lisboa, e no âmbito do festival Porto/Post/Doc, no Porto.

O realizador, que recebeu, dia 9, a Legião de Honra francesa, considerou que «O Velho do Restelo» é uma «reflexão acerca da humanidade».


Moura distingue Ana Benedita

Ana Benedita Ramos Caro, natural da Vila de Amareleja, foi agraciada, dia 13 de Dezembro, em Moura, com o prémio de Cidadã do Ano, pela intensa actividade social e política desenvolvida no concelho.

O júri constituído pela União de Freguesias de Moura e Santo Amador realçou o seu empenho num conjunto de iniciativas que resultaram em benefícios para muitas centenas de pessoas.

Promoveu a constituição da Moura Salúquia – Associação de Mulheres do Concelho de Moura, entidade que se tem destacado num significativo número de domínios, designadamente na abertura de uma creche, na Amareleja, tendo já o projecto para uma outra, em Moura, a inaugurar em breve. Foi também criada uma Casa Abrigo destinada a vítimas de violência doméstica, por onde têm passado muitas pessoas em dificuldade.

A Moura Salúquia – Associação de Mulheres do Concelho de Moura tem agora em preparação um novo projecto, destinado à instalação de um lar para a terceira idade na cidade de Moura.


Palavras e imagens sobre a Palestina

«Que luz estarias a ler?» é o título de um livrinho que nasceu das ilustrações de Ana Biscaia sobre uma rapariga palestiniana tentando salvar livros sob os bombardeamentos israelitas à Faixa de Gaza, durante o último Verão.

As imagens vieram a ser publicadas na antologia de banda desenhada portuguesa «Quadradinhos», publicada no âmbito do festival de Treviso.

Depois, a autora convidou o escritor portuense João Pedro Mésseder a escrever um texto, que nos fala de uma menina chamada Aysha que recorda o seu amigo Kalil e os livros que ele gostava de ler. Entre ele, que já morreu, e ela que sobreviveu estão os livros que os ligam, e que aqui se tornam também símbolo da resistência de um povo que luta há mais de meio século contra a ocupação e a opressão.



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