Aconteu
Dívida pública continua a crescer

A dívida pública portuguesa deverá ter superado as previsões do Governo para 2014, situando-se entre os 127,9 e os 128,7 por cento do Produto Interno Bruto.

De acordo com as previsões da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), divulgada dia 13, a dívida pública portuguesa «ascendeu a 224,5 mil milhões de euros no final de 2014, um valor que em termos nominais ficou acima do previsto» e que, a confirmar-se, «representa um aumento de 5,3 mil milhões de euros em termos nominais face ao final de 2013».

A estimativa recorda que a última previsão oficial, incluída no Orçamento do Estado para 2015, apontava para um rácio com o PIB de 127,2 por cento.

Ora, «para que a previsão do Ministério das Finanças ainda se pudesse concretizar (...) seria necessário um aumento do PIB nominal face a 2013 superior a três por cento, cenário que não é entendido como provável».

A UTAO constata que a dívida pública aumentou entre 2013 e 2014 ao contrário das previsões do Governo que antecipavam uma trajectória de queda.


EUA lideram despesas militares

Os Estados Unidos continuam a liderar as despesas militares com um investimento de 581 mil milhões de dólares (511 mil milhões de euros) em 2014, um número equivalente ao orçamento para a Defesa do conjunto dos 15 países que se seguem na lista.

Segundo o relatório anual do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), divulgado dia 11, Washington reduziu as suas despesas com a Defesa em 20 mil milhões de dólares (17,6 mil milhões de euros) em relação a 2013, enquanto a China, a segunda maior potência militar do mundo, prosseguiu o aumento do orçamento da Defesa, atingindo em 2014 os 129,4 mil milhões de dólares (113,9 mil milhões de euros).

Por sua vez, a Arábia Saudita, terceira força global em gastos com a Defesa, reforçou em 35 por cento o orçamento militar, que em 2014 atingiu os 80,8 mil milhões de dólares (71,1 mil milhões de euros), ultrapassando a Rússia, que despendeu no mesmo período 70 mil milhões de dólares (61,6 mil milhões de euros).


Morreu Daniel Ricardo

O jornalista Daniel Ricardo, de 73 anos, editor executivo da «Visão», faleceu na madrugada do passado dia 13, no Hospital de Santa Maria, onde se encontrava internado na sequência de doença cancerígena.

Iniciou-se na profissão em 1968, no jornal «A Capital», trabalhando também, quase sempre em funções de chefia, nas revistas «Flama» e «O Século Ilustrado» e, já depois da Revolução, no «Diário de Notícias», «o diário» (cuja equipa fundadora integrou), «Sete» e «O Jornal». Em 1993 fez igualmente parte da equipa fundadora da «Visão».

Especialmente preocupado, dentro e fora das salas de redacção, com a preparação dos mais novos, dedicou parte do seu tempo ao ensino, nomeadamente no Cenjor, sendo autor de «Ainda bem que me pergunta» (2003, 2ª ed. 2010), o primeiro manual de escrita jornalística publicado no nosso País.

Foi elemento activo nas lutas estudantis do início dos anos 60, quando aluno da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e posteriormente na actividade política, no âmbito da CDE, tendo aderido ao PCP a seguir ao 25 de Abril.

Participou sempre empenhadamente nos órgãos da classe: era membro do Conselho Geral do Sindicato, do secretariado da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista, presidente do Conselho Fiscal do Clube de Jornalistas e membro do júri dos Prémios Gazeta.

No funeral, realizado no sábado, 14, esteve presente uma delegação do Sector Intelectual de Lisboa do PCP.

À sua companheira, camarada Maria Manuel Ricardo, filhos e restante família, apresentamos sentidas condolências.


Cipriano Dourado patente em Mação

Uma exposição de homenagem a Cipriano Dourado está patente na Galeria Municipal do Centro Cultural Elvino Pereira, em Mação.

A mostra, que foi inaugurada, dia 8, e se estende até 6 de Abril, conta com a participação do Museu do Neo-Realismo, através da cedência de obras de artes plásticas da autoria de Cipriano Dourado e de documentação (livros, revistas e materiais gráficos) de autores diversos, que inclui ilustrações de Cipriano Dourado, revelando-se, assim, a sua extensa actividade enquanto lustrador e a estreita e profícua relação com escritores do movimento neo-realista.

Cipriano Dourado (1921-1981) foi um destacado artista plástico que desenvolveu a sua actividade nas áreas da gravura, desenho, pintura e aguarela.

Nasceu em Penhascoso, concelho de Mação, pois os seus pais, então residentes em Lisboa, quiseram que os seus filhos nascessem na sua terra natal.



Resumo da Semana
Frases