Aconteu
INE no limite de recursos

O Instituto Nacional de Estatística (INE) está «no limite» dos recursos humanos, segundo afirmou, dia 18, no Parlamento a presidente do conselho directivo, Alda de Castro Carvalho.

A responsável referiu que grande parte dos trabalhadores revela um elevado nível de cansaço físico e de esgotamento, sublinhando que «desde 2009 que o conselho directivo apresentou uma proposta para uma carreira especial e de suplementos», a qual não foi ainda atendida.

Naquele ano INE deixou de ser considerado um instituto público e passou a reger-se pelas regras aplicadas à generalidade dos funcionários públicos, enfrentando desde então dificuldades de recursos humanos.

 


Dívida aumentou 5,2 mil milhões

A dívida das administrações públicas fixou-se em 128,7 por cento do PIB em 2014, acima do verificado em 2013 e da meta fixada pelo Governo para o ano passado.

Segundo números do Banco de Portugal, divulgados dia 23, a dívida pública alcançou os 224 477 milhões de euros em Dezembro de 2014, um aumento face ao final de 2013, quando atingiu os 219 225 milhões de euros.

Excluindo os depósitos da administração central, a dívida fixou-se em 206 971 milhões de euros em Dezembro do ano passado, contra os 201 245 milhões de euros registados em 2013.


Investigação na UE receia cortes

Treze centros de investigação europeus na área das ciências da vida, incluindo o Instituto Gulbenkian de Ciência, manifestaram, dia 19, a sua preocupação face aos «cortes no orçamento» para a ciência.

Em comunicado, a aliança EU-LIFE, que agrega os 13 centros, refere que o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, decidiu transferir 2,7 mil milhões de euros do Horizonte 2020, programa de incentivo à inovação e ciência para 2014-2020, para o financiamento de novos projectos de inovação no quadro do Fundo Europeu de Investimentos Estratégicos.

Os 13 centros de investigação europeus consideram que, se os cortes no orçamento do Horizonte 2020 forem efectivamente efectuados tal será «um desastre para a investigação e inovação europeias, numa altura em que China, Brasil, Coreia, Índia estão a investir massivamente em investigação e desenvolvimento».


Grândola preserva canção de protesto

A Câmara de Grândola anunciou, dia 19, a criação do Observatório da Canção de Protesto, destinado a salvaguardar este património cultural.

O Observatório irá dedicar-se «à observação, sistematização e divulgação da informação associada à música de intervenção e protesto», bem como ao seu estudo, «com especial destaque para a forma musical canção», referiu o município.

Trata-se de valorizar «a herança cultural de todos os que, através da música, se empenharam e empenham na defesa dos valores da liberdade, da fraternidade e da igualdade».

Para além do município participam no projecto a Associação José Afonso, o Instituto de História Contemporânea e do Instituto de Etnomusicologia e a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense.

 


Conservatório encerra 10 salas

A Escola de Música do Conservatório Nacional foi obrigada a encerrar dez salas de aula, após uma vistoria da CM de Lisboa, que identificou problemas de segurança.

Em Outubro, o PCP, num projecto de resolução apresentado no Parlamento, apelou à requalificação do edifício, notando que «os problemas no edifício são antigos, sendo necessárias intervenções no telhado, insonorização das salas, recuperação das janelas, aquecimento, porta de entrada e espaço para os alunos poderem praticar a nível individual, bem como uma profunda intervenção no Salão Nobre da Escola de Música.

Por falta de espaços, os alunos estão impedidos de frequentar algumas aulas.

 


Novo romance de Joseia Matos Mira

«Mónica Naquele Verão» é o título do novo romance de Joseia Matos Mira.

Neste que é já o seu décimo segundo título, a autora de «Joana Campeoa» conta-nos uma história dos nossos dias, centrada em Lisboa, e atravessada pelos destinos de duas mulheres, ambas chamadas Mónica, com origens sociais distintas, mas que afinal podem ser só uma.

A obra confronta o leitor com os problemas de hoje, com o desemprego, a troika, as manifestações, mas também com reflexões sobre o conflito permanente do ser humano, entre bem e o mal, o certo e incerto, na procura de um equilíbrio inalcançável.



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